EUA multa em US$ 150 mil empresa que deixou detrito espacial em órbita
Por Danielle Cassita • Editado por Patricia Gnipper |

A Dish acaba de se tornar a primeira empresa privada multada por deixar um pedaço de lixo espacial em órbita. A Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos emitiu uma multa de US$ 150 mil à provedora, que não desorbitou corretamente seu satélite EchoStar-7.
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O satélite foi lançado em 2002, e a Dish planejava removê-lo de sua órbita em maio do ano passado. Entretanto, ele ficou sem combustível e, como resultado, a empresa precisou mantê-lo a 178 km da área planejada para seu descarte.
Por isso, o satélite está em uma área acima da órbita geoestacionária, na qual os satélites acompanham a rotação da Terra e se mantêm sobre as mesmas localizações na Terra. O descarte incorreto do satélite após o fim de sua vida útil violou o Ato de Comunicação da FCC.
Assim, a agência concedeu a multa como parte dos esforços para diminuir atividades irresponsáveis na órbita terrestre. Em um comunicado sobre a decisão, a FCC ressaltou que satélites que não funcionam mais, como é o caso daquele da Dish, podem interferir com sistemas de comunicação no espaço e na Terra, porque aumentam o risco de danos a outros sistemas semelhantes.
“Esta é uma decisão inovadora, deixando muito claro que a FCC tem forte autoridade de execução, e capacidade de reforçar suas regras de detritos orbitais vitalmente importantes”, declarou Loyaan A. Egal, chefe do escritório de fiscalização da FCC.
Esta nova medida se junta a outras adotadas por instituições no mundo todo, que vêm tentando diminuir a quantidade de detritos orbitais. Segundo a Agência Espacial Europeia, existem mais de 36 mil fragmentos de lixo espacial com mais de 10 cm de extensão se movendo pela órbita da Terra.
Fonte: FCC