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Estudo independente afirma que não é possível enviar humanos a Marte em 2033

Por Patrícia Gnipper | 22 de Abril de 2019 às 16h58
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Com o governo dos Estados Unidos pressionando, a NASA aceitou o desafio e confirmou que o retorno da humanidade à Lua acontecerá em 2024, com os primeiros exploradores de Marte sendo enviados em 2033. Contudo, um estudo independente concluiu que a agência não será capaz de enviar pessoas a Marte no ano planejado, com isso somente podendo acontecer mais para o final da década de 2030 — no mínimo.

O relatório foi elaborado pelo STPI (Instituto de Política de Ciência e Tecnologia), a pedido da própria NASA, antes do discurso do vice-presidente, Mike Pence, em que a data de 2033 foi estabelecida para a ida da humanidade ao Planeta Vermelho. O instituto analisou o projeto da NASA que prevê a construção de uma estação orbital lunar (a Gateway) para o retorno da humanidade à Lua, contando com o foguete Space Launch System e a nave Orion, para depois disso ser construído o Deep Space Transport (DST), espaçonave tripulada que, aí sim, viajará entre a Lua e Marte, e vice-versa.

Só que, de acordo com a conclusão do STPI, esse trabalho levará mais tempo para ser concluído, com todo o ecossistema de estações e naves não ficando pronto até 2033. "Descobrimos que, mesmo sem restrições orçamentárias, uma missão orbital para Marte em 2033 não poderá ser realisticamente executada de acordo com os planos atuais e imaginários da NASA", afirma o relatório. O instituto também disse que "nossa análise sugere que uma missão do tipo não poderia ser realizada antes da janela orbital de 2037 sem grandes desenvolvimentos tecnológicos".

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Para manter o prazo de 2033, seria necessário testar criticamente as tecnologias aplicadas no DST até o ano de 2022, o que, de acordo com o estudo, será improvável de acontecer em tempo. Além disso, a tripulação inicial do DST precisaria começar a primeira fase de envolvimento com a nave já em 2020, o que também é improvável já que os estudos sobre este projeto ainda não começaram.

Dessa maneira, o relatório conclui que "uma missão à órbita de Marte em 2033 é inviável de uma perspectiva de desenvolvimento e cronograma". Além da janela de lançamento de 2033, há uma outra possibilidade em 2035, mas o instituto também vê este ano como inviável devido ao trabalho de desenvolvimento tecnológico e seu tempo de execução, sendo que o mais cedo possível que a missão poderia ser realizada seria mesmo o ano de 2037.

O STPI também estimou os custos de realizar a missão a Marte m 2037: no total, incluindo o SLS, a Orion, a Gateway, o DST e outras logísticas, o custo seria de US$ 120,6 bilhões. Desse total, US$ 33,7 bi já foram gastos até o momento no desenvolvimento do SLS e da nave Orion. Para o DST, está previsto o gasto de outros US$ 29,2 bilhões — mas esse valor ainda é um tanto quanto incerto, já que o projeto ainda tem poucos detalhes concretos para que uma estimativa real de custo seja feita. Já o custo para a Gateway ficará em menos de US$ 6 bi para seus vários módulos — em parte porque alguns dos módulos serão fornecidos por parceiros internacionais, sem nenhum custo para a NASA.

Fonte: Space News

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