Estrelas podem sobreviver ao encontro com um buraco negro?

Estrelas podem sobreviver ao encontro com um buraco negro?

Por Wyllian Torres | Editado por Patrícia Gnipper | 26 de Novembro de 2021 às 17h20
Goddard Space Flight Center da NASA/Taeho Ryu

Para descobrir como variados tipos de estrelas sobreviveriam ao encontro com buraco negro monstruoso, astrônomos liderados pelo Instituto Max Planck de Astrofísica, na Alemanha, fizeram uma simulação em um supercomputador. Eles avaliaram oito tipos de estrelas diferentes e, para isso, usaram conceitos da Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein — algo que foi feito pela primeira vez.

Para as simulações executadas em supercomputador, os pesquisadores criaram um buraco negro com uma massa de até 1 milhão de vezes a massa do Sol e, conforme cada uma das oito estrelas se aproximava dele, elas eram esticadas e deformada devido à intensa gravidade do buraco negro.

As cores representam as massas das estrelas. Quanto mais amarela, mais massiva e quanto mais azul, menos massiva (Imagem: Captura de Tela/Goddard Space Flight Center/NASA/Paul Morris)

Enquanto algumas estrelas tiveram todo seu fluxo de gás sugado pela gravidade do buraco negro — fenômeno derradeiro denominado evento de interrupção de maré —, outras perderam apenas parte de seu material e voltaram ao “normal” após o encontro "de titãs".

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As estrelas protagonistas da simulação possuem massas variadas que vão desde um décimo até 10 vezes a massa do Sol. Estas são as primeiras simulações a aplicarem os efeitos físicos de Einstein em modelos realistas, o que significa que elas se assemelham bastante com as dinâmicas esperadas em um encontro real.

Os pesquisadores também avaliaram como buracos negros com massas diferentes abordariam estrelas próximas e provocariam a interrupção de maré. Taeho Ryu, pesquisador do Instituto Max Planck e que esteve à frente do estudo, espera que os resultados ajudem a estimar a frequência com que estes fenômenos ocorrem no universo, bem como a reproduzir imagens mais precisas destes encontros.

Fonte: NASA

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