Este pequeno satélite já tirou mais de 4.500 fotos do espaço em pouco tempo

Este pequeno satélite já tirou mais de 4.500 fotos do espaço em pouco tempo

Por Wyllian Torres | Editado por Patrícia Gnipper | 22 de Junho de 2021 às 17h40
LLNL/Tyvak

Lançado em 15 de maio deste ano através do foguete Falcon 9, da SpaceX, o CubeSat GEOStare2 já registrou mais de 4.500 imagens da Terra e do céu profundo. A bordo do nanossatélite desenvolvido pela empresa Tyvak, encontram-se dois telescópios que, juntos, têm como objetivo fornecer dados sobre a Terra e o espaço, além de rastrear o movimento dos satélites na órbita terrestre.

Os telescópios do GEOStare2 são baseados na tecnologia MonoTele, desenvolvida ao longo dos últimos oito anos pelo Lawrence Livermore National Laboratory (LLNL). Ao contrário do sistema de lentes encontrado em equipamentos tradicionais, estes telescópios usam uma única placa de sílica e, com isso, incluem melhorias significativas em seu tamanho e peso, além de um maior alinhamento orbital com a espaçonave na qual estes instrumentos estão inseridos. Enquanto um telescópio se concentra em um amplo campo de visão, o outro é focado em um campo menor, mas com alta resolução.

Imagem composta por cores falsas da galáxia de Andrômeda, criada a partir do empilhamento de cinco imagens do amplo campo de visão do satélite. Os riscos são outros dois satélites que passavam em frente às lentes durante os oito segundos de exposição (Imagem: Reprodução/LLNL)

Fundada em 2013, a Tyvak é uma empresa especializada em construção de sistemas de satélites, também responsável desenvolvimento do nanossatélite GEOStare2. Pesando apenas 11 kg, o satélite apresenta recursos como roda de reação, sistemas de controle de altitude e um avançado computador de controle de voo, que, desde seu lançamento, tem registrado imagens úteis sobre a Terra e o espaço. Tanto os pesquisadores do LLNL quanto os desenvolvedores da Tyvak estão satisfeitos com a performance do pequeno satélite em operação.

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O líder do projeto, Wim de Vries, ressalta que este nanossatélite é extremamente compacto em comparação aos sistemas de telescópios “convencionais e robustos”. Com 8,5 centímetros de diâmetro, o telescópio é capaz de tirar imagens do espaço de dia ou de noite, durante sua órbita de 95 minutos — enquanto equipamentos baseados em solo o fazem apenas à noite. "Isso realmente ajuda a preencher as lacunas de cobertura dos telescópios terrestres", acrescenta Vries.

Ilustração do MonoTele acoplado ao CubeSat GEOStare2 (Imagem: Reprodução/LLNL/Tyvak)

Mas essa não é a primeira vez que uma tecnologia como esta é enviada ao espaço: em janeiro de 2018, o primeiro GEOStare foi lançado, mas, antes disso, a tecnologia MonoTele foi enviada ao espaço pela NASA. A partir do bom desempenho nesses dois testes, o programa continuou a desenvolver o projeto, até chegar ao resultado do GEOStare2.

Fonte: Universe Today, LLNL

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