Esta máquina será capaz de extrair oxigênio do regolito lunar até 2025

Esta máquina será capaz de extrair oxigênio do regolito lunar até 2025

Por Wyllian Torres | Editado por Patrícia Gnipper | 17 de Maio de 2021 às 21h20
Space Applications Services

A startup europeia Space Applications Services está desenvolvendo três reatores capazes de produzir oxigênio a partir de um material muito comum na superfície lunar: o regolito. O trabalho faz parte da missão In-Situ Resource Utilisation (ISRU), da Agência Espacial Europeia (ESA), que tem como principal objetivo levar para a Lua, até 2025, tecnologias que comprovem a possibilidade de extrair água e, neste caso, oxigênio a partir dos recursos disponíveis por lá.

Os reatores contam com o chamado Processo FFC Cambridge, utilizado há mais de 30 anos para aplicações terrestres, como extração direta de titânio do óxido de titânio. Em sua versão espacial, conforme explica a Space Applications em nota oficial, os processos eletroquímicos serão usados para extrair o oxigênio do regolito lunar. O oxigênio é um recurso fundamental para garantir a presença humana a longo prazo, seja na Lua ou em Marte.

À esquerda o antes e, à direita, o depois do regolito lunar processado pela extração do oxigênio com o método FFC Cambridge (Imagem: Reprodução/ESA)

A Space Applications também estuda outra técnica de extração de oxigênio a partir do solo lunar, como a redução de ilmenita — um minério rico em titânio encontrado em alguns lugares da Lua — com hidrogênio. A técnica envolve “assar” o regolito em um recipiente fechado com gás de hidrogênio. Quando esquenta, o oxigênio da ilmenita reage com o hidrogênio, formando o vapor de água, o qual se divide em oxigênio e hidrogênio.

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Tanto o hidrogênio como o oxigênio, além de serem usados como recurso vital da tripulação, também podem servir de combustível para missões seguintes — seja de retorno para a Terra ou em novas aventuras pelo Sistema Solar. Atualmente, o oxigênio necessário para as missões, seja para propulsão ou suporte de vida, é transportado nas espaçonaves. A capacidade de extrair esses recursos a partir do próprio local de destino das missões garantirá a sustentabilidade desses esforços em trabalhos de exploração futuros.

Missão de demonstração de utilização de recursos "in situ" (ISRU) (Imagem: Reprodução/Space Applications Services)

Recentemente, a Space Applications concluiu a primeira etapa de design do equipamento, que pretende ser a primeira demonstração tecnológica da extração de oxigênio com os recursos da Lua, até 2025. A ESA planeja contratar outros serviços para a implementação desta missão, como entrega de carga útil, comunicação e serviços de operação.

Fonte: Space.com, Space Applications Services

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