Em parceria com a NASA, Nokia desenvolverá rede de comunicação 4G na Lua

Por Danielle Cassita | 16 de Outubro de 2020 às 16h00
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Nessa semana, a NASA divulgou a lista das 14 empresas contempladas pela iniciativa Tipping Point, que serão parceiras da agência espacial no desenvolvimento de tecnologias para futuras operações sustentáveis na Lua. Entre elas, está a Nokia, que receberá cerca de U$ 14 milhões para construir uma rede de comunicação 4G em nosso satélite natural.

Em 2018, a Nokia e a Vodafone já haviam anunciado o objetivo de realizar uma missão na Lua. Para isso, elas planejavam lançar um lander e rovers construídos pela Audi em um foguete da SpaceX. Na época, as empresas planejavam definir um local de pouso próximo ao da Apollo 17, e teriam rovers examinando o Lunar Roving Vehicle, que foi deixado por lá em 1972. O lançamento não aconteceu, mas esse novo contrato dá um novo impulso aos planos da Nokia para a Lua.

Em seu comunicado do contrato com a Nokia, a NASA explica que o sistema proposto poderia apoiar a comunicação na superfície da Lua em maiores distâncias e velocidades, além ser mais confiável que os padrões atuais.

Conceito artístico do lander lunar da Nokia e Vodafone (Imagem: Reprodução/courtesy of Vodafone)

Os serviços na Lua poderiam permitir a comunicação entre landers, rovers, habitats e astronautas, disse Jim Reuter, administrador associado do Space Technology Mission Directorate, na NASA. "O sistema seria também estendido à nave", adicionou. Com o financiamento da NASA, a Nokia vai poder observar como as tecnologias terrestres podem ser adaptadas para o ambiente lunar e fornecerem o suporte a comunicações confiáveis por lá. No programa Tipping Point, a NASA financia tecnologias que, se forem demonstradas com sucesso, possivelmente serão adotadas pela indústria privada. "Queremos construir a infraestrutura lunar que vai permitir parcerias internacionais para a maior e mais diversa coalizão de pesquisadores e exploradores na história da humanidade", comentou Jim Bridenstine, administrador da agência espacial.

O valor dos contratos de pesquisas para essas missões na superfície lunar soma U$ 370 milhões, sendo que a maior parte do valor foi direcionada a empresas de grande porte, como SpaceX e United Launch Alliance. Se a NASA realmente quiser ter astronautas trabalhando em uma base lunar em 2028, será preciso desenvolver novas tecnologias — e rápido, como ressaltou Bridenstine durante uma transmissão: "precisamos de sistemas de alimentação que possam durar um longo tempo na superfície da Lua, e precisamos de capacidades de habitação na superfície".

A NASA não respondeu perguntas sobre o local de pouso desejado na primeira missão da Nokia e também não decidiu onde as missões do programa Artemis irão pousar — mas Bridenstine ressaltou que o alvo será um lugar próximo aos depósitos de água congelada no polo sul lunar. Tudo isso faz parte dos planos ambiciosos de levar a primeira mulher e o próximo homem para a Lua em 2024, uma agenda bem apertada. Por meio do programa Artemis, essas primeiras missões aconteceriam até 2024 e missões sustentáveis seriam realizadas até 2028.

Fonte: MoonDaily

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