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Disco de poeira é visto pela 1ª vez em estrela fora da Via Láctea

Por| Editado por Patricia Gnipper | 29 de Novembro de 2023 às 13h00

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ESO/M. Kornmesser
ESO/M. Kornmesser

Uma estrela jovem, que faz parte da galáxia Grande Nuvem de Magalhães, se mostrou cercada por um disco de poeira. A descoberta surpreendeu astrônomos, pois esta foi a primeira vez em que uma estrutura, semelhante àquelas que formam planetas na Via Láctea, foi encontrada fora da nossa galáxia.

O disco foi encontrado com observações do telescópio Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), no Chile. Elas mostraram que a estrela está coletando matéria dos seus arredores para crescer, e enquanto isso, formou o disco em rotação, uma estrutura relacionada à sua própria formação.

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As estrelas nascem no interior de nuvens moleculares interestelares a partir do colapso causado pela gravidade. A matéria que sobra do processo forma um disco giratório, que continua ao redor da estrela mesmo quando ela parar de acumular matéria. Depois, as partículas de gás e poeira nele se tornam ingredientes para formar planetas.

A detecção de uma estrutura do tipo veio após astrônomos identificarem um jato vindo de uma estrela jovem no sistema HH 1177, na Grande Nuvem de Magalhães. “Descobrimos o jato sendo lançado desta estrela nova e massiva, e sua presença é um sinal para a acreção no disco em andamento”, disse Anna McLeod, autora que liderou o estudo.

A animação abaixo representa a rotação do disco:

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Para confirmar que realmente havia um disco ali, os pesquisadores precisavam medir o movimento do gás ao redor da estrela. A matéria acumulada por ela é distribuída no disco que a cerca; quanto mais perto do centro, mais rápido o disco gira. Esta diferença de velocidade é um sinal importante da presença do disco.

Com as medidas altamente precisas obtidas pelo ALMA, os autores conseguiram determinar o giro característico do disco e confirmaram a detecção da estrutura. Como a galáxia tem poeira diferente daquela na Via Láctea, o sistema HH 1177 não está cercado por partículas, o que permite que os astrônomos observem livremente a formação planetária ali.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature.

Fonte: Nature; Via: ESO