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Destaques da NASA: Nebulosas, manchas no Sol e+ nas fotos astronômicas da semana

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  | 

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Adam Block/NASA, Şenol Şanlı/Mark Hanson, Mike Selby
Adam Block/NASA, Şenol Şanlı/Mark Hanson, Mike Selby

Um cometa se aproximou do Sol nesta semana e astrônomos conseguiram fotografar o objeto com sua coma esverdeada — e uma dessas fotos apareceu nos destaques da NASA no site Astronomy Picture of the Day. Outros objetos que também "deram as caras" no APOD estão a lua marciana Fobos, a estrela explosiva Eta Carinae, as manchas solares e muito mais.

Confira a seleção:

Sábado (08/07) — Cratera Stickney

Esta foto da cratera Stickney, a maior da lua marciana Fobos, foi registrada pela câmera HiRISE, da sonda Mars Reconnaissance Orbiter. Ela foi causada por um impacto grande o suficiente para quase destruir a lua por completo.

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As áreas azuladas ao redor da cratera podem indicar uma superfície exposta recentemente, enquanto os sulcos ao longo da superfície ainda não foram explicados.

Sábado (09/07) — Eta Carinae

A estrela Eta Carinae pode explodir antes mesmo de Betelgeuse, mas não há uma previsão exata de quando isso pode acontecer. Cerca de 170 anos atrás, ela passou por uma explosão incomum e hoje ela é a única (até onde sabemos) capaz de emitir luz laser natural.

Os dois lóbulos da estrela são preenchidos com faixas de gás e poeira e surgiram após a explosão anterior, e continuam se expandindo para o espaço. As linhas coloridas que saem do centro da estrela são linhas de difração do telescópio.

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Segunda-feira (10/07) — Nebulosas e berçário estelar

A região NGC 6559, composta por diferentes nebulosas de emissão (vermelho), reflexão (azul) e absorção (escuro), é um berçário estelar — ou seja, onde estrelas são formadas. Ela fica a cerca de 5 mil anos-luz de distância, na direção da constelação de Sagitário.

Também podemos observar na foto acima algumas estrelas nascidas nessa "fábrica", a partir das nuvens de gás e poeira quando alguma turbulência cria aglomerados massivos.

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Terça-feira (11-07) — Manchas solares

A montagem abaixo mostra as manchas solares que apareceram durante os seis primeiros meses de 2023, uma quantidade acima do esperado para o atual ciclo de 11 anos da estrela. Centistas do clima espacial estimam que, nesse ritmo, o período de máximo solar (que ocorrerá em 2025) será o mais intenso das últimas décadas.

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Os registros usados para compor esta imagem foram feitos pela sonda Solar Dynamics, da NASA, à medida que as manchas percorreram a superfície solar da esquerda para a direita.

Quarta-feira (12-07) — Galáxia espiral com anel

A galáxia curiosa galáxia NGC 1398 fica a cerca de 65 milhões de anos-luz e possui um anel ao redor de seu centro, formado por estrelas luminosas, gás e poeira. A foto abaixo foi feita com observações do observatório El Sauce, no Chile.

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Esta não é a única galáxia com anel já encontrada pelos astrônomos. Na verdade, uma a cada 10 mil galáxias contam com um anel circular ou elíptico de estrelas, que pode ser formado tanto por um encontro com outra galáxia quanto pelas instabilidades gravitacionais por lá.

Quinta-feira (13/07) — Rho Ophiuchi

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A região de formação estelar da imagem abaixo, capturada pelo telescópio James Webb, é uma das mais brilhantes e mais próximas de nós — ela fica a apenas 390 anos-luz de distância. A massa dessas nuvens moleculares é o suficiente para formar 3 mil estrelas semelhantes ao Sol.

Nessa imagem, o campo de visão compreende apenas uma extensão de um ano-luz, onde existem cerca de 50 estrelas jovens. Se olharmos atentamente, podemos observar sombras projetadas em algumas estrelas por seus discos protoplanetários. Você consegue encontrar alguma?

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Sexta-feira (14/07) — Cometa C/2023 E1 ATLAS

O cometa C/2023 E1 (ATLAS), descoberto em março, fez sua maior aproximação com o Sol no dia 1º de julho e foi fotografado alguns dias depois pelo astrofotógrafo Dan Bartlett. Além da coma esverdeada e difusa típica dos cometas, ele apresentou uma cauda fina e fraca formada por íons.

No dia 18 de agosto, o cometa estará em seu momento mais próximo da Terra, a apenas 3 minutos-luz de nosso planeta. Para comparação, o Sol está a 8 minutos-luz de distância de nós, então pode ser que ele se torne visível para telescópios pequenos. Mesmo agora, quando se aproximou do Sol, o C/2023 E1 (ATLAS) brilhou o suficiente para ser visto por telescópios pequenos.

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Fonte: APOD