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Destaque da NASA: Nebulosa de Órion é a foto astronômica do dia

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  | 

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NASA, ESA, CSA/M. McCaughrean, S. Pearson
NASA, ESA, CSA/M. McCaughrean, S. Pearson

A foto destacada pela NASA nesta terça-feira (10) traz a Nebulosa de Órion em observações do telescópio James Webb. Ela tem estrelas invisíveis a olho nu, que foram reveladas em pela luz infravermelha registrada pelo observatório.

Na verdade, a foto em questão é uma combinação de uma imagem capturada nos comprimentos de onda do infravermelho, que revelam as estrelas jovens, o gás quente e a poeira ali.

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Perto do centro da nebulosa, está o Trapézio, um aglomerado estelar relativamente jovem. Ele nasceu diretamente da nebulosa que o abriga, e suas cinco estrelas mais brilhantes têm de 15 a 30 massas solares.

Ao analisar os detalhes destas imagens, astrônomos descobriram uma quantidade surpreendente dos JUMBOs, sigla de objetos binários com massa de Júpiter. Eles ocorrem em duplas, e podem ajudar os cientistas a entender como as estrelas se formam.

A Nebulosa de Órion

Catalogada como M42, a Nebulosa de Órion é uma grande nuvem de gás e poeira onde novas estrelas são formadas. Em seu centro, há quatro estrelas massivas e jovens que formam o aglomerado do Trapézio. A luz ultravioleta emitida por elas está esculpindo uma cavidade na nebulosa, afetando a formação de estrelas menores.

A M42 faz parte do Complexo de Nuvens Moleculares de Órion, uma das regiões de formação estelar mais ativas no céu. Este complexo é formado por algumas nuvens moleculares, como as Nuvens Lambda Orionis e outras.

Para encontrar a Nebulosa de Órion, é preciso primeiro encontrar a constelação homônima e, depois, as estrelas do Cinturão de Órion. Perto dele, está a espada da constelação — a nebulosa pode ser vista bem ao meio dela. Se for observada a olho nu, a M42 tem aparência de uma nuvem pouco nítida, mas binóculos e telescópios podem ajudar a revelar os detalhes dela.

Fonte: APOD