Destaque da NASA: nebulosa da Medula é a foto astronômica do dia
Por Danielle Cassita • Editado por Patricia Gnipper |

O remanescente de supernova CTB-1 brilha na foto astronômica destacada pela NASA nesta segunda-feira (24). O objeto é formado pelo envelope gasoso de uma estrela, deixado quando ela chegou ao fim de sua vida e explodiu, há cerca de 10 mil anos.
É provável que a detonação da estrela tenha sido causada pelo esgotamento das reservas de elementos em seu interior, que eram usados para realizar a fusão nuclear que sustentava sua estrutura. O resultado foi uma explosão de supernova, que originou o remanescente abaixo:
Este objeto é popularmente conhecido como “Nebulosa da Medula” devido ao seu formato, que lembra o do cérebro e medula espinhal no corpo humano. O remanescente tem tamanho aparente semelhante ao da Lua cheia, mas tem brilho tão fraco que, para ser fotografado, é necessário usar longas horas de exposição.
No entanto, isso não significa que ele não seja brilhante. O remanescente emite luz visível, vina do calor gerado pela colisão com o gás interestelar, e brilha também em raios X, mas não se sabe exatamente o porquê. Uma possível explicação para a luminosidade neste comprimento de onda seria um pulsar ejetado para fora do remanescente a 10 mil km/h, cujos ventos estariam alimentando o remanescente.
O que são remanescentes de supernova?
Como explicamos, os remanescentes de supernova são formados pelas explosões de supernovas, um dos eventos astrofísicos mais energéticos que conhecemos. Eles são extremamente importantes para a compreensão das galáxias, porque distribuem elementos pesados e aceleram raios cósmicos.
Os remanescentes de supernova podem ser classificados de diferentes formas, que variam de acordo com sua estrutura. Por exemplo, há os remanescentes do tipo “concha”, “caranguejo” e até os compostos, que são como uma combinação dos dois tipos anteriores.
Para determinar a idade destes objetos, os astrônomos trabalham com a temperatura do gás deles. Através da espectroscopia de raios X, eles conseguem estimar a velocidade com que a onda de choque da supernova se expandiu e, como consequência, podem determinar a idade dela. Outra forma é coletar dados da expansão do remanescente ao longo do tempo.
Fonte: APOD