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Destaque da NASA: meteoro e aglomerado das Plêiades são foto astronômica do dia

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

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P-M Hedén (Clear Skies, TWAN)
P-M Hedén (Clear Skies, TWAN)

Nesta quinta (15), a foto destacada pela NASA em seu site Astronomy Picture of the Day mostra como foi a conjunção entre Marte e Júpiter no céu de Vallentuna, na Suécia. O clique registrou também o brilho de um meteoro da chuva das Perseidas. 

A foto foi feita na segunda (12), quando nosso planeta passou por uma tempestade geomagnética. O fenômeno causou auroras boreais em diversos lugares — na foto, a aurora aparece com cor lilás. 

Aquele dia foi marcado também pelo pico da chuva de meteoros Perseidas. Trata-se de uma chuva anual, formada por fragmentos deixados pelo cometa Swift-Tuttle ao longo da sua jornada ao redor do Sol. 

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Por isso, o fotógrafo flagrou um dos meteoros, registrado no lado direito da foto enquanto viajava pela atmosfera a mais de 50 km/s. 

O aglomerado estelar das Plêiades também apareceu, completando a cena. Também chamado de Sete Irmãs, o aglomerado pode ser visto pouco abaixo do meteoro.  

Aglomerado estelar das Plêiades

O aglomerado de estrelas Plêiades abriga mais de mil estrelas — mas, dependendo das condições de iluminação do local do observador, é possível ver cerca de 7 delas. A maioria das estrelas ali tem brilho fraco, e podem ser observadas com a ajuda de instrumentos.

Estas estrelas podem ser encontradas na direção da constelação Taurus, o Touro, e ficam a cerca de 400 anos-luz da Terra. Como o aglomerado das Plêiades é do tipo aberto, as estrelas ali nasceram quase ao mesmo tempo, vindas de uma nuvem gigante de gás e poeira.

E, afinal, será que dá para ver as Plêiades no céu do Brasil? A boa notícia é que este é um aglomerado de estrelas visível em quase todo o planeta, exceto no Círculo Antártico. As estrelas ali são visíveis de outubro a abril em ambos os hemisférios, e podem ser vistas sem nenhum equipamento especial. 

Na mitologia grega, as Plêiades eram as sete filhas de Atlas e Pleione. Durante uma guerra, Atlas se rebelou contra Zeus, a divindade mais poderosa, e sua punição foi sustentar o céu em seus ombros. As irmãs ficaram tão tristes com o ocorrido que Zeus permitiu que ficassem no céu, se mantendo sempre perto do pai. 

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Fonte: APOD