Destaque da NASA: estrela Polaris e cometa ZTF estão na foto astronômica do dia
Por Danielle Cassita • Editado por Patricia Gnipper |

A foto destacada no site Astronomy Picture of the Day nesta sexta-feira (3) traz rastros de estrelas, “desenhados” ao redor do polo norte celeste graças ao movimento de rotação da Terra. Para deixar a cena ainda mais especial, o fotógrafo conseguiu registrar também o brilho do cometa C/2022 E3 (ZTF).
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Na imagem, o eixo de rotação da Terra até o espaço se estende no lado esquerdo, indicado pelo brilho das estrelas; ali está a estrela Polaris, cujo brilho formou o pequeno círculo próximo do polo norte celeste. Além de ser a estrela mais brilhante da constelação da Ursa Maior, Polaris foi também uma "velha amiga" para navegações no passado.
Confira:
Os rastros de cor clara deixados pelo movimento aparente das estrelas chamam a atenção, e não estão sozinhos. No lado direito da foto, há um brilho colorido e difuso; ali, está a “marca” do cometa C/2022 E3 (ZTF), que vem maravilhando observadores em todo o mundo.
No início do mês, o cometa chegou à sua aproximação máxima da Terra, ficando a cerca de 42 milhões de quilômetros do nosso planeta. Ele ficará mais alto no céu ao longo dos próximos dias, facilitando observações no Brasil.
Saiba mais sobre o Cometa Verde
Descoberto no ano passado, o cometa ZTF (C/2022 E3) leva o nome do instrumento Zwicky Transient Facility, que estuda o céu do hemisfério norte a cada duas noites em busca de objetos em movimento ou pareçam piscar. Foi assim que a câmera detectou asteroides próximos da Terra, milhares de supernovas e, claro, cometas.
No caso, C/2022 E3 foi inicialmente classificado como asteroide. Mas, uma noite após sua identificação, registros do objeto revelaram que ele tinha um pequeno coma, sugerindo que o objeto fosse, na verdade, um cometa. Novas observações confirmaram a classificação.
O “cometa verde”, como ficou conhecido devido aos tons esverdeados de seu coma, vem seguindo uma longa viagem. Ele parece ter vindo da Nuvem de Oort, uma região repleta de objetos congelados que fica entre 2 mil e 100 mil unidades astronômicas do Sol. O objeto visitou a Terra pela primeira vez há 50 mil anos e, após sua jornada pelo Sistema Solar interno, ele retornará para lá e provavelmente não será visto novamente.
Fonte: APOD