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Destaque da NASA: buraco negro da galáxia M87 é foto astronômica do dia

Por| Editado por Luciana Zaramela | 09 de Maio de 2024 às 15h20

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NASA, JPL-Caltech, EHT Collaboration
NASA, JPL-Caltech, EHT Collaboration

A galáxia M87 é o lar do buraco negro supermassivo M87*, registrado pela primeira vez na imagem capturada em 2017 pelos telescópios do projeto Event Horizon (EHT). A galáxia e a foto do objeto são o destaque da NASA nesta quinta (9) em seu site Astronomy Picture of the Day.

Esta galáxia é um dos maiores membros do aglomerado galáctico de Virgem, e pode ser encontrada a 55 milhões de anos-luz de nós. Na imagem, ela foi observada na luz infravermelha pelo telescópio Spitzer, e aparece em tons de azul.

Pode até parecer que a galáxia é uma nuvem cósmica tranquila, mas não se engane. O observatório registrou os dados relativísticos saindo da região central da galáxia e se estendendo por milhares de anos-luz.

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Eles são formados conforme a matéria da galáxia é devorada pelo buraco negro. O jato no lado direito é mais brilhante, porque vem na nossa direção e está mais perto da nossa linha de visão. 

Já M87* (lê-se “M87 estrela”), a fonte energética por trás dos jatos gigantescos, é visível no detalhe no canto inferior direito na foto, entre as estruturas. 

Desde então, a foto de M87* recebeu melhorias para mostrar o buraco negro supermassivo com mais nitidez.

Primeira foto do buraco negro

Foi em 2019 que os membros do consórcio Event Horizon revelaram a imagem de M87*, o buraco negro no coração da galáxia elíptica Messier 87. O registro é o resultado de um trabalho que durou quase duas décadas e foi conduzido por 200 cientistas em mais de 20 países. 

Buracos negros são objetos extremos, e não é diferente com M87*. A matéria atraída por eles forma um disco; quanto mais perto esta matéria estiver, mais rápido ela gira. Depois, a matéria é aquecida e emite luz — e apesar de os buracos negros serem invisíveis, estas emissões luminosas podem ser observadas. 

A imagem de M87* corresponde ao que os cientistas esperavam. “Isso nos deixa confiantes sobre a interpretação das nossas observações, incluindo nossas estimativas da massa do buraco negro”, comentou Paul T.P. Ho, membro do EHT.

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Fonte: APOD