Publicidade

Destaque da NASA: brilho de Cassiopeia A é a foto astronômica do dia

Por| Editado por Patricia Gnipper | 14 de Dezembro de 2023 às 13h19

Link copiado!

NASA,ESA,CSA,STScI,D. Milisavljevic,T. Temim,I. De Looze
NASA,ESA,CSA,STScI,D. Milisavljevic,T. Temim,I. De Looze

Cassiopeia A, um remanescente de supernova, está na foto destacada pela NASA nesta quinta-feira (14). Este objeto foi formado por uma grande estrela que colapsou sobre si própria quando chegou ao fim do seu ciclo.

Quando estrelas massivas esgotam o combustível nuclear que sustenta suas estruturas, elas colapsam sobre si e explodem em supernovas. O fenômeno é um dos mais poderosos que conhecemos, e espalha pelo espaço elementos que vão formar novas estrelas.

Continua após a publicidade

O evento é violento, e deixa para trás restos impressionantes da estrela. Ao estudá-los, os astrônomos podem entender qual era o tipo da estrela, bem como suas condições antes de se transformar em supernova.

No caso, a luz da explosão que formou Cassiopeia A (ou apenas Cas A, se preferir) levou mais de 11 mil anos para nos alcançar, e foi vista pela primeira vez há centenas de anos. Ela é considerada o remanescente de supernova mais jovem da Via Láctea.

Remanescente de supernova Cassiopeia A

Localizada a 11 mil anos-luz da Terra na constelação de Cassiopeia, Cas A é um remanescente que mede cerca de 10 anos-luz. Ela já foi estudada por vários telescópios diferentes, que observam comprimentos de onda variados e ajudam os cientistas a entenderem este objeto de forma mais ampla.

O Canaltech está no WhasApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia

A nova foto de Cas A foi tirada pelo instrumento NIRCam, do Webb, e mostra essa explosão estelar em resolução sem precedentes nos comprimentos de onda observados. Uma das estruturas registradas detalhadamente é o envelope de material que está colidindo com o gás liberado pela estrela antes da explosão.

Os filamentos da parte interna do remanescente aparecem em tons de laranja e rosa. Ali, há pequenos agrupamentos de enxofre, oxigênio e outros elementos vindos da própria estrela. Em meio a eles, estão partículas de poeira e moléculas, que no futuro vão se tornar ingredientes para a formação de novas estrelas e sistemas planetários.

Fonte: APOD