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Criaram uma mini supernova na Terra para ver como novos elementos surgem

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  | 

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NASA/CSC/M.Weiss
NASA/CSC/M.Weiss

Cientistas conseguiram ver em detalhes como as estrelas forjam os elementos mais pesados ​​do universo. Eles fizeram isso simulando as condições de uma supernova em um acelerador de partículas. Calma! Não houve nenhuma explosão estelar de verdade, e sim um processo em escala quântica. Com isso, eles confirmaram um dos modelos mais aceitos de como determinados elementos são formados em supernovas de verdade.

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Astrônomos sabem que as estrelas, durante suas vidas, podem fundir os núcleos dos átomos de hidrogênio e hélio. As mais massivas também podem fundir carbono, e outros elementos da tabela periódica, mas há um limite: o ferro. A partir daí, elas não podem mais realizar a fusão nuclear, e, bem, elas explodem. É nessa explosão que os cientistas dizem que elementos mais pesados que os ferros são forjados.

Mas há também um limite para as supernovas. Os isótopos conhecidos como p-núcleos, onde "p" significa ricos em prótons, ​​constituem cerca de 1% dos elementos pesados ​​observados em nosso Sistema Solar, e sua formação é um mistério. Isótopos são variações de um mesmo elemento com diferente massa atômica, geralmente por causa de um número variável de nêutrons no núcleo, enquanto o número de prótons permanece o mesmo. Os p-núcleos são isótopos deficientes em nêutrons, mas ricos em prótons.

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O modelo atualmente aceito para explicar a formação dos p-núcleo é o processo gama, que consiste em um evento cósmico energético no qual átomos capturam prótons soltos. Para comprovar essa hipótese, os cientistas usaram o Isotope Separator and Accelerator II no TRIUMF National Laboratory, no Canadá, para produzir um feixe de átomos de rubídio-83 radioativos carregados.

De acordo com o estudo, os resultados sugerem a produção do p-nucleo chamado estrôncio-84, o que é consistente com a proposta do processo gama. A taxa de reação termonuclear foi menor que o previsto por modelos teóricos, resultando em uma maior produção de estrôncio-84, em uma quantidade consistente com a presença desse isótopo em meteoritos. O artigo que descreve os resultados foi publicado no Physical Review Letters.