China testa nave que levará seus astronautas a futura estação espacial em 2022

Por Daniele Cavalcante | 11 de Maio de 2020 às 16h15
CCTV/Framegrab

A nova espaçonave tripulável da China realizou seu teste de voo com sucesso, ao retornar em segurança após voar a uma altitude de 8.000 km. O veículo pousou na última sexta-feira (8) em um deserto chinês, com a ajuda de três paraquedas, após uma missão de três dias rumo à órbita média. Este foi um voo histórico para o país, já que a nave deverá ser utilizada para levar astronautas chineses à futura estação espacial do país.

Previa-se que esse protótipo fosse lançado em 2019, mas atrasos no cronograma de lançamento do foguete Long Mach 5 prejudicaram o teste da nave. Agora, o teste finalmente foi realizado e a ela transportou mais de 10 cargas úteis para experimentos e verificação de tecnologias, como um sistema de impressão 3D que imprimiu uma estrutura de favo de mel para representar a estrutura da nave.

Também foram levadas algumas sementes com o objetivo de expô-las à radiação e, depois, analisar os resultados.

Esse foi apenas um protótipo, mas a espaçonave (ainda sem nome) foi projetada para levar taikonautas para a estação espacial que a China está construindo. Por isso o teste era muito aguardado, e seu sucesso foi um grande passo para o programa espacial chinês. A missão também serviu para testar uma nova versão do foguete mais poderoso do país, o Long March 5B, o que também foi considerado um sucesso.

Haverá duas versões dessa nave, e uma delas terá 14 toneladas - e se assemelha bastante à Crew Dragon da SpaceX. Ela provavelmente será usada para levar até seis taikonautas ou três deles com mais 500 kg de cargas para a futura estação espacial, que ficará na baixa órbita terrestre. O outro veículo terá 21,6 toneladas, 8,8 metros e deverá ser capaz de levar seres humanos ao espaço profundo, com objetivos iniciais incluindo viagens à Lua.

Ainda não se sabe quando a China pretende chegar presencialmente ao nosso satélite natural, mas o país já citou, em algumas ocasiões, a década de 2030 para que isso aconteça. A China, no entanto, já concluiu a construção do módulo principal de sua nova estação espacial, chamado Tianhe-1, apresentado ao público em 2018 na maior feira de aviação aeroespacial da China. Eles querem começar a lançar os módulos da estação ainda em 2020 e iniciar as operações com até seis astronautas simultaneamente em 2022.

Para cumprir essa meta, a nova espaçonave deve ser econômica - e por isso é parcialmente reutilizável. A blindagem térmica será destacada e substituída, permitindo que grande parte da espaçonave seja lançada mais de uma vez para a estação orbital.

Fonte: ArsTecnhica, Space News

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