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Buraco negro mais antigo é encontrado com telescópio James Webb

Por| Editado por Patricia Gnipper | 17 de Janeiro de 2024 às 17h35

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Peace,love,happiness/Pixabay
Peace,love,happiness/Pixabay

O buraco negro mais distante e antigo parece ter sido encontrado. Com o telescópio James Webb, astrônomos liderados por Roberto Maiolino, da Universidade de Cambridge, encontraram o objeto na galáxia GN-z11 a 13,4 bilhões de anos-luz de nós. 

O objeto tem cerca de seis milhões de massas solares e parece estar se alimentando da matéria da sua galáxia — o que é curioso, já que esta refeição está acontecendo pelo menos cinco vezes mais rápido do que o limite apontado pelas teorias atuais.

A equipe sugere que, se o buraco negro tiver passado 100 milhões de anos se alimentando a todo vapor, é possível que tenha nascido de um de massa estelar (nome dado aos buracos negros com algumas dezenas de massas solares). Neste caso, ele teria surgido até 370 milhões de anos após o Big Bang, e teria crescido até chegar à massa observada. 

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Devido à distância, o buraco negro foi observado como era apenas 400 milhões de anos após o Big Bang. “É muito cedo no universo para vermos um buraco negro tão massivo, então precisamos considerar outros meios pelos quais eles podem se formar”, sugeriu Maiolino.  

O tamanho dos buracos negros supermassivos primordiais, que se formaram quando o universo tinha menos de um bilhão de anos, representa um verdadeiro mistério para os astrônomos. Muito disso se deve à massa deles, já que levaria alguns bilhões de anos de alimentação constante até alcançarem milhões ou bilhões de vezes a massa do Sol.

Por enquanto, os pesquisadores suspeitam que as refeições do buraco negro são as responsáveis pela intensa luminosidade da galáxia GN-z11, seu lar, e é possível que ele afete o crescimento dela.

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A boa notícia é que o telescópio James Webb pode ajudar a desvendar as características deste buraco negro e até de outros ainda mais antigos. Por isso, Maiolino e seus colegas esperam que o Webb revele “sementes” ainda menores de buracos negros, que podem revelar mais sobre a formação deles.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature.

Fonte: Nature; Via: University of Cambridge