Boeing atrasa novamente testes de nave que levará astronautas à ISS

Por Patrícia Gnipper | 02 de Agosto de 2018 às 09h21
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A NASA vem ficando cada vez mais preocupada com o futuro próximo dos Estados Unidos na Estação Espacial Internacional (ISS). É que a agência espacial vem contando com a Boeing e com a SpaceX desde 2011 para o desenvolvimento de naves espaciais capazes de levar astronautas norte-americanos à ISS, a fim de se independer da cápsula russa Soyuz — que atualmente faz o transporte humano à estação. Acontece que a SpaceX está atrasada no cronograma e, agora, a Boeing anunciou que precisará atrasar, mais uma vez, seus testes com a cápsula CST-100 Starliner.

O motivo para o atraso é um acidente que aconteceu enquanto a empresa testava os motores da nave, há mais de um mês. A cápsula de tripulação deveria passar por dois grandes voos de teste para a ISS ainda em 2018, mas, com o último acidente, a Boeing precisou mudar o cronograma. Agora, os testes só acontecerão em 2019.

É necessário fazer um teste não-tripulado primeiro, seguido de outro com tripulação. O primeiro teste, segundo o cronograma original, deveria acontecer agora em agosto, com o teste tripulado rolando em novembro.

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Concepção artísitca da nave Starliner (Imagem: Boeing)

A Starliner faz parte do programa Commercial Crew, da NASA, que visa o transporte de humanos à estação espacial por meio de empresas privadas. O veículo da Boeing é capaz de transportar até sete passageiros de uma só vez, alçando voo por meio de um foguete Atlas V, da United Launch Alliance.

Na sexta-feira (3), a NASA fará um anúncio oficial indicando as tarefas de sua tripulação para os primeiros voos do Commercial Crew e, quem sabe, possa aproveitar a ocasião para falar publicamente sobre a situação dos projetos da Boeing e da SpaceX, a fim de determinar uma nova data para os primeiros lançamentos. Contudo, caso as empresas privadas não sejam capazes de entregar naves seguras o suficiente em tempo, é possível que a ISS não abrigue nenhum astronauta estadunidense no ano que vem.

Fonte: The Verge

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