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Berçários estelares espetaculares brilham em um milhão de fotos

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  | 

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ESO/Meingast et al.
ESO/Meingast et al.

Mais de um milhão de imagens capturadas durante cinco anos formaram mosaicos impressionantes, que mostram nuvens formadoras de estrelas próximas da Terra. Isso ajudará os cientistas de todo o mundo a estudar essas regiões para entender melhor como as estrelas nascem, como deixam seus “berçários”, entre outras questões pouco compreendidas.

Realizada com o telescópio VISTA, do Observatório do Paranal do Observatório Europeu do Sul (ESO), Chile, a pesquisa VISIONS observou cinco regiões de formação estelar, ou seja, onde aglomerados de gás e poeira se aglutinam até colapsar na própria gravidade para se tornarem estrelas.

As regiões observadas estão nas constelações de Orion, Ophiuchus, Chamaeleon, Corona Australis e Lupus, a menos de 1.500 anos-luz de distância da Terra. As nuvens são bastante conhecidas, mas ainda guardam alguns segredos porque a poeira densa bloqueia a luz das estrelas bebês que nascem por lá.

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Na imagem acima, por exemplo, está a região Lupus 3, onde uma nuvem escura de poeira cósmica serpenteia o campo de visão. Ali, estrelas extremamente quentes nascem do colapso de massas de gás e poeira.

Graças aos instrumentos de infravermelho, os cientistas podem não apenas ver essas estrelas jovens, como também detalhes internos das nuvens e muito mais. Ao capturar as imagens durante o período de cinco anos, os astrônomos também poderão observar nos dados o movimento das estrelas bebês em relação aos seus berçários.

Com a riqueza de detalhes, as imagens contêm “até mesmo as fontes de luz mais fracas, como estrelas muito menos massivas que o Sol, revelando objetos que ninguém jamais viu antes”, diz Stefan Meingast, astrônomo da Universidade de Viena, na Áustria, e autor principal do estudo.

João Alves, astrônomo da Universidade de Viena e pesquisador principal do VISIONS, disse que as estrelas bebês tiveram seus movimentos monitorados e, com isso, os cientistas podem descobrir como elas deixam as suas nuvens-mães.

Tantos detalhes provavelmente darão aos astrônomos de todo o mundo motivos para estudar minuciosamente as cinco regiões, na busca por respostas sobre o nascimento das estrelas. O estudo foi publicado na Astronomy & Astrophysics.

Por fim, confira o vídeo abaixo e observe a região L1688, onde novas estrelas nascem.

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Fonte: Astronomy & Astrophysics; Via: ESO