Berçários estelares espetaculares brilham em um milhão de fotos
Por Daniele Cavalcante • Editado por Patricia Gnipper |

Mais de um milhão de imagens capturadas durante cinco anos formaram mosaicos impressionantes, que mostram nuvens formadoras de estrelas próximas da Terra. Isso ajudará os cientistas de todo o mundo a estudar essas regiões para entender melhor como as estrelas nascem, como deixam seus “berçários”, entre outras questões pouco compreendidas.
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Realizada com o telescópio VISTA, do Observatório do Paranal do Observatório Europeu do Sul (ESO), Chile, a pesquisa VISIONS observou cinco regiões de formação estelar, ou seja, onde aglomerados de gás e poeira se aglutinam até colapsar na própria gravidade para se tornarem estrelas.
As regiões observadas estão nas constelações de Orion, Ophiuchus, Chamaeleon, Corona Australis e Lupus, a menos de 1.500 anos-luz de distância da Terra. As nuvens são bastante conhecidas, mas ainda guardam alguns segredos porque a poeira densa bloqueia a luz das estrelas bebês que nascem por lá.
Na imagem acima, por exemplo, está a região Lupus 3, onde uma nuvem escura de poeira cósmica serpenteia o campo de visão. Ali, estrelas extremamente quentes nascem do colapso de massas de gás e poeira.
Graças aos instrumentos de infravermelho, os cientistas podem não apenas ver essas estrelas jovens, como também detalhes internos das nuvens e muito mais. Ao capturar as imagens durante o período de cinco anos, os astrônomos também poderão observar nos dados o movimento das estrelas bebês em relação aos seus berçários.
Com a riqueza de detalhes, as imagens contêm “até mesmo as fontes de luz mais fracas, como estrelas muito menos massivas que o Sol, revelando objetos que ninguém jamais viu antes”, diz Stefan Meingast, astrônomo da Universidade de Viena, na Áustria, e autor principal do estudo.
João Alves, astrônomo da Universidade de Viena e pesquisador principal do VISIONS, disse que as estrelas bebês tiveram seus movimentos monitorados e, com isso, os cientistas podem descobrir como elas deixam as suas nuvens-mães.
Tantos detalhes provavelmente darão aos astrônomos de todo o mundo motivos para estudar minuciosamente as cinco regiões, na busca por respostas sobre o nascimento das estrelas. O estudo foi publicado na Astronomy & Astrophysics.
Por fim, confira o vídeo abaixo e observe a região L1688, onde novas estrelas nascem.
Fonte: Astronomy & Astrophysics; Via: ESO


