Autódromo de Abu Dhabi ajuda cientistas a estudarem possível vida em Marte

Por Redação | 23 de Novembro de 2017 às 18h00

Além de servir como pista de teste para a tecnologia de automóveis, a Fórmula 1 encontrou uma nova área para ajudar com pesquisas. A ciência espacial descobriu um modo de entender a vida extraterrestre nas pistas.

O asfalto usado no autódromo de Abu Dhabi, onde ocorre a última etapa da temporada 2017 da F-1, no domingo (26), está ajudando cientistas a entender como a vida pode existir em outros planetas.

As rochas que cobrem a pista são originárias de uma pedreira em Shropshire, na Inglaterra, que é objeto de estudo da Escola de Geociências da Universidade de Aberdeen. A ligação entre o estudo e a Fórmula 1 aconteceu na análise da chamada biosfera profunda.

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No estudo, os cientistas perceberam que as mesmas pedras usadas para pavimentar o circuito da F-1 também se revelaram um habitat propício para o florecimento de micróbios há milhões de anos. Essas rochas são resistentes ao desgaste provocado pelos pneus dos carros da F-1, e essas propriedades permitiram o desenvolvimento de fraturas profundas. E foi nessas fendas que os micróbios encontraram espaço para viver.

Reflexo em Marte

As descobertas estão ajudando os cientistas a entender se é possível que alguma vida microbiana exista na sub-superfície em Marte. As rochas de Shropshire foram escolhidas por apresentarem características específicas para o estudo.

De acordo com os cientistas, essas particularidades permitiram a criação de um habitat subterrâneo há milhões de anos, onde foi possível encontrar uma colonização de micróbios na biosfera profunda.

Com isso, os cientistas acreditam que seja possível reproduzir as condições em outros planetas, como Marte. No planeta vermelho, por exemplo, foram encontrados resquícios de metano na sua rocha, gás que é uma importante fonte de alimento para os micróbios.

Fonte: Phys

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