Aglomerados estelares podem ser formados pela colisão de nuvens de gás e poeira

Aglomerados estelares podem ser formados pela colisão de nuvens de gás e poeira

Por Danielle Cassita | Editado por Patrícia Gnipper | 07 de Junho de 2021 às 14h50
Roberto Colombari/Federico Pelliccia

Já sabemos que, para formar estrelas, é preciso comprimir uma grande quantidade de gás em um volume consideravelmente menor, mas ainda não estava claro como mecanismos externos podem se relacionar à formação dos aglomerados estelares massivos. Assim, uma equipe de pesquisadores investigou a possibilidade de nuvens gigantescas de gás e poeira colidirem entre si, formando grupos de estrelas como resultado. 

A formação de estrelas é essencial para a evolução das galáxias. No ciclo de vida estelar, as estrelas nascem das nebulosas, que são nuvens de gás e poeira vindas das estrelas, como parte de um longo processo que permite a circulação de material pela galáxia. Quando elas colapsam sobre suas próprias estruturas, seus fragmentos podem sofrer novos colapsos, alcançando as densidades necessárias para formar novas estrelas. 

Estrelas "bebês" na nebulosa de Órion, com camadas de gás e poeira envolvendo-as (Imagem: Reprodução/NASA/ESA, L. Ricci (ESO)

Na maioria das vezes, as nebulosas formadoras de estrelas podem produzir de 10 a 100 delas de uma só vez, mas já aconteceu de astrônomos observarem aglomerados estelares massivos, compostos por mais de 10 mil estrelas. Então, uma equipe de pesquisadores liderada por Kengo Tachihara e Yasuo Fukui, ambos da Nagoya University, investigaram um cenário hipotético da formação de aglomerados estelares gigantes.

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O objetivo era verificar o que acontece quando não há apenas uma nuvem colapsando, mas sim duas ou mais, que, ao atingirem umas às outras, elas iniciam uma reação em cadeia. Para isso, eles analisaram a Via Láctea e as galáxias vizinhas mais próximas da nossa, para procurar sinais de nuvens de gás em colisão e verificar se elas poderiam ter formado estrelas recentemente.

No fim, a equipe percebeu ser possível que essas nuvens em colisão sejam capazes de fornecer energia e material suficientes, que podem formar aglomerados estelares gigantes. 

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Publications of the Astronomical Society of Japan.

Fonte: Universe Today

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