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Morto em 2025, Val Kilmer foi “ressuscitado” por IA e isso pode mudar Hollywood

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Divulgação/Paramount Pictures
Divulgação/Paramount Pictures

O ator Val Kilmer, falecido em 2025 após um quadro de pneumonia, foi recriado com o uso de inteligência artificial (IA) para estrelar postumamente o filme As Deep as the Grave.

De acordo com a Variety, a decisão de “ressuscitar” o astro com a tecnologia foi apoiada pela família dele. Kilmer havia sido escalado para participar do filme em 2020 como um padre católico, mas não conseguiu participar das gravações por complicações de saúde devido a um câncer de garganta.

Falando ao veículo, o diretor Coerte Voorhees afirmou que o personagem foi criado especialmente para Kilmer e que, apesar do momento delicado que vivia, o astro queria fazer parte do projeto por acreditar que “era uma história importante”.

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Com a benção da família, o cineasta decidiu então seguir em frente com a ideia de usar inteligência artificial generativa para recriar o ator, que não chegou a gravar nenhuma cena do filme em vida. 

“A família dele não parava de dizer o quanto achavam o filme importante, e que Val realmente queria fazer isso. Ele realmente achava que era uma história importante e queria ter seu nome associado a ela. Foi esse apoio que me deu a confiança de dizer: ‘Ok, vamos fazer isso’. Apesar de algumas pessoas considerarem controverso, era o que Val queria”, explicou Coerte Voorhees.

Tema polêmico em Hollywood

O uso de ferramentas de inteligência artificial em Hollywood é um tema bastante polêmico, principalmente quando são usadas para recriar ou manipular imagens e vídeos sem a presença de atores reais.

No caso de Val Kilmer, a Variety aponta que a tecnologia combina imagens do ator quando era mais jovem com registros de seus últimos anos de vida, muitos fornecidas pela própria família do astro, para recriar sua fisionomia. O áudio também foi treinado para simular a voz do artista.

Em uma indústria cada vez mais preocupada com os efeitos da IA na área, decisões como as feitas pela equipe de As Deep as the Grave chegam à indústria praticamente destinadas a serem criticadas. Afinal, existe um debate polêmico em Hollywood sobre o assunto por causa de preocupações voltadas à perda de empregos e o uso sem consentimento da imagem de atores em produções audiovisuais.

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Segundo a família de Kilmer, o projeto foi feito com base nas diretrizes do SAG, o sindicato dos atores de Hollywood. Os herdeiros também foram compensados pela recriação da imagem do astro no filme.

Fonte: Variety