5 diretores alemães com excelentes filmes para assistir

5 diretores alemães com excelentes filmes para assistir

Por Beatriz Vaccari | Editado por Jones Oliveira | 01 de Novembro de 2021 às 18h30
Montagem / Canaltech

Quando um filme fisga o nosso interesse, é inevitável a curiosidade para sabermos mais sobre ele e tudo o que está envolvido na produção. Partindo da ideia de que um longa é, na realidade, obra de um diretor (ou seja, tudo o que acontece em tela é exatamente do jeito que aquele cineasta escolheu para ser), pesquisar e descobrir mais obras daquele determinado artista é um dos primeiros passos antes de mergulhar numa filmografia repleta de joias.

Em Meu Fim. Seu Começo., a cineasta alemã Mariko Minoguchi faz sua estreia como diretora de longas-metragens de forma extraordinária, trazendo a dor e o amor em outros formatos que passam muito longe do cinema hollywoodiano para as telas. O filme traz uma história triste, quase brutal, e cheia de problemáticas pessoais, mas que é abordada pelo emocional e pelo imaginário ao invés de imagens chocantes e sensíveis para o público.

Pensando nisso, o Canaltech formulou uma lista para você que gostou do filme de Minoguchi para acompanhar o cinema alemão mais de perto. Passando um pouquinho longe de Hollywood e do cinema em inglês, há joias na indústria europeia que definitivamente merecem sua atenção, e nós vamos te mostrar.

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5. Hans-Christian Schmid: Requiem

Começando a lista com um dos grandes contadores de histórias dos últimos tempos, Hans-Christian Schmid tem créditos em Crazy (2000) e Luzes Distantes (2003), que o consolidaram nesse cargo. Em Requiem (2006), o cineasta traz um assunto um tanto polêmico para as telas, mas cuja curiosidade do público se mostra de forma tão intrigante que é impossível parar de assistir: o fanatismo religioso e o exorcismo, e o que poderia facilmente ser uma obra do cinema de terror torna-se um retrato intensamente comovente e perturbador de uma mulher buscando seu caminho em um mundo de ambigüidade moral.

A história segue Michaela, que cresceu em uma família religiosa, mas que se viu dividida entre dois mundos opostos quando saiu de casa e entrou na faculdade. Após um colapso mental, um padre reforça sua convicção de que ela está possuída por demônios.

4. Florian Henckel von Donnersmarck: A Vida dos Outros

Florian Henckel von Donnersmarck provavelmente é o cineasta mais conhecido dessa lista, visto que está envolvido em obras com artistas de Hollywood, como O Turista, com Angelina Jolie e Johnny Depp. O cineasta ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro com seu longa de estreia (um feito surpreendente, por sinal) com A Vida dos Outros. O filme narra a história de um agente da Stasi, a polícia política da República Democrática Alemã chamado Gerd Wiesler que se envolve num serviço de escutas clandestinas do apartamento de um casal da cena cultural de Berlim Oriental, o escritor Georg Dreyman e a atriz Christa-Maria Sieland.

A obra ganhou notoriedade pela abordagem do cineasta que navega pela moralidade, ética, amor e confiança em tempos de vigilância. A Vida dos Outros é um espiral de conflitos dentro de nossas próprias convicções, em que é quase impossível de se escapar.

3. Andreas Dresen: Parada em Pleno Curso

Conhecido por abordar assuntos que nenhum cineasta possui coragem, justamente por serem considerados tabus, Andreas Dresen faz seu nome pela transparência e naturalidade diante de diversas questões do ser humano. Em Cloud 9, de 2008, o diretor aborda o amor e o sexo na velhice de forma bastante explícita e comovente. Em Parada em Pleno Curso, de 2011, o Dresen já foi para outro lado, mas ainda carregando consigo uma abordagem sem verniz sobre a morte.

O filme segue Frank, que acabou de receber o diagnóstico de um tumor cerebral terminal em seus 40 anos de idade. Ele só tem mais alguns meses de vida, e agora para acompanhá-lo, o público observa de perto os encontros com a sua família em diálogos improvisados e agoniantes.

2. Jan-Ole Gerster: Um Café em Berlim

Jan-Ole Gerster fez seu nome com Um Café em Berlim, longa de 2012 que acompanha o jovem Niko, de poucas palavras e muito introspectivo, mas que acabou de abandonar a carreira acadêmica para simplesmente pensar sobre a vida. Com pouco dinheiro, Niko agora caminha pelas ruas de Berlim e encontra personalidades fascinantes, que não têm medo de expressar seus lados mais vulneráveis num simples bate-papo durante um café.

O filme é rodado em preto e branco e aborda esse conflituoso desejo com a dificuldade de se encontrar, sendo reconhecido com seis prêmios no German Film Awards 2013. Além dele, Gerster ainda dirigiu Lara (2019).

1. Caroline Link: A Música e o Silêncio

Caroline Link é uma cineasta cujo primeiro filme deu o impulso para sua carreira na indústria. A Música e o Silêncio, de 1996, é um retrato poético de uma pequena garota cujos pais são deficientes auditivos. A protagonista passa a infância interpretando conversas para eles, até se apaixonar por música após ganhar um clarinete da tia. Ao se inserir nesse novo mundo artístico, ela deve lidar com a ausência dos pais, que não conseguem participar desse momento com ela. e se insere no mundo da música, que seus pais não podem participar.

Em 1998, o longa foi indicado ao Oscar na categoria melhor filme em língua estrangeira. Além dele, há outras obras em sua filmografia: Lugar Nenhum na África (2001), Quando Hitler Roubou o Coelho Cor-de-Rosa (2019) e O Menino Que Fazia Rir (2018).

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