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A Máfia dos Tigres deve voltar à Netflix abordando domadores circenses

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(Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons/Uso Livre)
(Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons/Uso Livre)

A Máfia dos Tigres não vai parar na história de Joe Exotic, segundo informações veiculadas pelo site Hollywood Reporter. A popular série deve retornar com novos episódios, desta vez concentrados na história dos artistas circenses teuto-americanos Siegfried e Roy, ambos extremamente populares em suas apresentações em Las Vegas, Nevada, por levarem truques de mágica e felinos de grande porte durante toda a década de 1990 e a maior parte dos anos 2000.

O site disse que a fonte da informação é o Doutor James Liu, um veterinário que teria trabalhado na primeira temporada e que teria sido procurado pela Netflix para a nova produção. Foi Liu quem procurou o site, segundo o que a reportagem dá a entender.

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Siegfried Fischbacher e Uwe Ludwig “Roy” Horn nasceram, respectivamente, nas cidades alemãs de Rosenheim e Nordenham, se mudando para os EUA quando tinham aproximadamente 20 anos e começaram a carreira como dupla circense. Eles se tornaram mais famosos internacionalmente em 2003, quando Roy foi atacado pelo tigre Montecore durante apresentação da dupla no Hotel Mirage.

Fugindo do roteiro, Horn segurou seu microfone próximo à boca de Montecore, ao que o animal respondeu mordendo a manga do traje do artista. Diante de um tabefe dado ao tigre e sofrendo de tontura pelo ataque, Horn tropeçou e caiu, fazendo com que Montecore o cercasse. O animal mordeu o pescoço de Horn e o arrastou para fora do palco, soltando-o apenas após a equipe de produção afugentar o animal com jatos de CO2 disparados por extintores de incêndio. Como consequência, Horn teve sua espinha severamente danificada, perdendo a maior parte de sua coordenação motora e seus movimentos. O ataque pôs fim à dupla, que encerrou as atividades circenses no ano seguinte e passaram a dar entrevistas, palestras e firmar acordos publicitários para manterem o negócio.

O veterinário ouvido pelo Hollywood Reporter disse estar tentando entrar em contato com Chris Lawrence, um treinador de animais de grande porte que estava presente na ocasião do ataque em 2003 e contradisse a versão narrada dos fatos por Siegfried e Roy. A ideia é que a nova produção de A Máfia dos Tigres seja focada mais na questão do tratamento aos animais, enquanto a primeira se concentrou nas figuras humanas. A Goode Films, porém, negou que isso fosse verdade e disse que “é inverídica a informação de que o show seguirá por essa narrativa de conservação”.

A controvérsia vem do conflito de informações pertinentes ao ataque: Roy, a vítima, teria dito, enquanto era levado ao hospital, que Montecore era “um gato maravilhoso” e pediu que nada acontecesse com ele. Um ano depois, em uma entrevista à revista People, Roy afirmou que Montecore estava na verdade tentando salvar a vida do treinador ao perceber a iminência de um derrame. Chris Lawrence negou a veracidade dessa informação, dizendo que o ataque foi causado por um mau gerenciamento da parte de Roy, já que o microfone posicionado próximo à boca do animal teria lhe dado a ilusão de tratar-se de uma presa, estimulando o ataque. Lawrence ainda acusou a dupla de fabricarem a história na revista People para proteger a sua imagem pública.

Oficialmente aposentada, a dupla Siegfried e Roy sumiu dos holofotes, reaparecendo nas manchetes apenas em 2020, quando Roy faleceu devido a complicações advindas de sua infecção pela COVID-19. Fischbacher, a outra parte da dupla, disse: “o mundo perdeu um dos grandiosos da mágica, mas eu perdi o meu melhor amigo”. Já o animal, o tigre siberiano Montecore, viveu por 17 anos até sua morte em 17 de março de 2014.

A Netflix não confirmou, nem negou, a produção de uma nova série de episódios para A Máfia dos Tigres, então não é possível determinar uma previsão de estreia dessa continuidade.

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Fonte: Hollywood Reporter