Guerra à pirataria: Japão quer usar IA para acelerar traduções de animes e mangá
Por Jaqueline Sousa • Editado por Jones Oliveira |

O governo japonês iniciou uma mobilização para combater a pirataria de animes e mangás produzidos no país e evitar perdas monetárias durante a distribuição.
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Segundo o jornal japonês Yomiuri Shimbun, a primeira-ministra Sanae Takaichi organiza uma ação para expandir o mercado internacional de entretenimento do Japão. O foco é justamente exportar animes e mangás para outros países do mundo e, dessa forma, triplicar as vendas desses conteúdos até 2033.
A iniciativa acompanha uma movimentação que já acontece no local, que já ultrapassou o valor de 6,13 trilhões de ienes arrecadados com a distribuição desses materiais em 2024, por exemplo. O problema é que as perdas decorrentes da pirataria de animes e mangás foram igualmente agressivas: aproximadamente 5,7 trilhões de ienes no último ano.
Traduções feitas por IA para agilizar distribuição
Diante do cenário preocupante envolvendo a pirataria, que costuma ser mais rápida que traduções e dublagens feitas para distribuições oficiais de animes e mangás fora do Japão, o governo do país decidiu tomar uma medida que pode gerar controvérsia no mercado de entretenimento.
Isso porque uma das ações visadas para promover esses conteúdos em vários locais do mundo é usar inteligência artificial (IA) para agilizar o processo de tradução para outros idiomas. O governo também quer aumentar a veiculação de anúncios e realizar eventos internacionais para aumentar o número de assinantes de serviços das empresas beneficiadas pelo acordo.
Com o combate à pirataria sendo o principal motivador por trás da decisão, outra questão levantada pelo uso de IA para traduções mais rápidas é que os tradutores profissionais seriam diretamente impactados pela decisão, pois seriam os primeiros a serem substituídos pela tecnologia.
Considerando que boa parte do público se recusa a arcar com os altos custos de serviços de assinatura para assistir a animes, por exemplo, recorrendo à pirataria, resta saber como a medida do governo japonês vai afetar a indústria do entretenimento local.
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Fonte: Polygon