Prazer, sou Letícia, empreendedora social e apaixonada por tecnologia!

Por Leticia Piccolotto Ferreira | 17 de Junho de 2021 às 10h00
Reprodução / Blog do Ietec

Este mês estreio a minha coluna aqui no Canaltech. Pretendo compartilhar com vocês um pouco da minha experiência profissional e da minha visão de como a tecnologia pode estar presente de forma positiva no nosso dia-dia.  

O empreendedorismo social foi o que definiu a minha trajetória profissional e pessoal e é um assunto do qual gosto muito de falar, principalmente diante de um momento tão difícil do qual estamos enfrentando por conta da pandemia do coronavírus. Não dá para negar que precisamos dessas iniciativas que trabalham conjuntamente para passar por desafios que ameaçam a nossa existência no planeta. 

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O meu primeiro grande projeto profissional foi desenvolvido no universo do empreendedorismo. Isso foi há 20 anos, antes mesmo do próprio termo ser conhecido e fazer parte do dicionário da língua portuguesa — o que só aconteceu em 2004. Eu tinha apenas 18 anos e ajudei a construir a Endeavor no Brasil, uma organização que, desde então, vem apoiando empreendedores a desenvolverem seus negócios. 

Logo depois, liderei a Fundação Brava e todas as iniciativas construídas junto a diversos governos até chegar à concretização de um sonho: o BrazilLAB, primeiro e único hub de aceleração Govtech do país. 

Não posso deixar de dizer que sou uma apaixonada por tecnologia e como ela pode facilitar e melhorar a nossa qualidade de vida. Inclusive, ao trabalhar com as startups, observo de um lugar privilegiado o esforço de empreendedores que querem melhorar o Brasil. Ainda vou falar muito sobre esse tema aqui na coluna.

No ano passado, inclusive, lançamos o Programa Força-Tarefa Covid-19 e, em uma versão 100% online, aceleramos 60 startups, além de pequenas e médias empresas que apresentavam soluções para combater os desafios nas áreas de educação, inclusão produtiva e digitalização dos governos.

O empreendedorismo social ganha força

Nesse movimento, estamos assistindo um momento de amadurecimento do empreendedorismo social, com várias iniciativas surgindo pelo mundo. Todas elas com um propósito: enfrentar os problemas que afetam milhares - por vezes, milhões - de pessoas. Isso sem prescindir do aspecto financeiro, ou seja, quando não garantem um retorno para seus fundadores, sempre buscam a sustentabilidade da operação.  

Essa é uma potência especialmente transformadora para nosso país. Primeiro porque o Brasil tem o empreendedorismo correndo em suas veias. Por aqui somos mais de 52 milhões de empreendedores. Temos mais de 100 mil parques tecnológicos espalhados pelo país, uma série de programas de aceleração e capacitação, além de uma indústria de investimento em venture capital e impacto.

Segundo: somos marcados por desafios históricos e por um contexto de desigualdades e vulnerabilidade social que impulsiona o desenvolvimento de soluções inovadoras. Com a pandemia, esses problemas ficaram ainda mais evidentes, graves e urgentes, demandando inovação e tecnologia para serem enfrentados.  

Qualquer empreendedor quer sanar um problema e encontrar rapidamente uma solução. Isto é que nos move diariamente, inclusive motivar outras pessoas a fazerem o mesmo. Por isso, quando olho para o momento atual, não posso deixar de dizer que estamos diante de um cenário oportuno para desenvolver o empreendedorismo social. Temos muitas oportunidades na mesa e muitas dores no mundo, as quais queremos curar.

Vejo o empreendedorismo social como uma grande potência na próxima década, que nos ajudará a combater os efeitos deixados por essa crise. Afinal, precisaremos de soluções que nos ajudem a atravessar o que ainda está por vir. Temos assuntos que não podem mais esperar para serem resolvidos.

Não sabemos quando a pandemia chegará ao fim. Mas tenho certeza que não faltarão empreendedores que queiram ajudar o Brasil a crescer e bem melhor. Dessa maneira, todos só teremos a ganhar!

*Artigo produzido por colunista com exclusividade ao Canaltech. O texto pode conter opiniões e análises que não necessariamente refletem a visão do Canaltech sobre o assunto.

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