Cofundador da Apple, Steve Wozniak diz que Steve Jobs era “vidrado em dinheiro”

Por Rafael Arbulu | 05 de Fevereiro de 2020 às 16h10
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A Apple pode muito bem valer US$ 1 trilhão hoje, mas no começo, ela teve que batalhar pelos seus negócios como qualquer outra empresa. E segundo Steve Wozniak, cofundador da companhia trilionária, isso teve um impacto enorme na personalidade do falecido CEO e cofundador da corporação, Steve Jobs.

“O Steve queria ser importante, mas não tinha dinheiro algum”, afirmou Woz no podcast apresentado pelo ex-evangelista da Apple, Guy Kawasaki. “Ele estava sempre procurando por ‘jeitinhos’ de dar o próximo passo em relação à grana, [e] ele queria ser o tipo de pessoa importante na vida. Essa era a sua grande chance, já que ele era o fundador de uma empresa com grande capital sendo investido”.

Wozniak citou o fato de que Jobs constantemente mencionava grandes nomes da história, como William Shakespeare, como pessoas que mudaram o mundo, e sobre como ele gostaria de chegar ao mesmo patamar: “Como ele falava dessas pessoas o tempo todo, ele queria ser um deles, e ele sentia que levava jeito. Ele tinha a motivação, e algumas vezes desejar algo é mais importante do que ter a técnica para isso”.

Steve Wozniak, cofundador da Apple: "Steve [Jobs] era fixado na ideia de ser alguém importante"

A situação se ampliou, segundo Steve Wozniak, após a Apple atingir seu sucesso, com Jobs efetivamente parando de engajar em conversas aleatórias ou fazer brincadeiras. “Ele meio que se tornou mais rígido”, reconta o cofundador.

É um grande contraste de personalidades entre “os Steves”, por assim dizer, já que Wozniak, nos primeiros dias da Apple, ainda mantinha o seu emprego como engenheiro na HP — e estava contente com o que tinha em mãos. Tanto é que, diante de uma recusa de Wozniak em trabalhar integralmente para a Apple, Steve Jobs ligou para todos os seus parentes e amigos, urgindo para que eles o persuadissem.

“Eu havia dito para todos que conhecia: eu seria um engenheiro da Hewlett Packard pela vida toda, porque eu amava o trabalho e não queria, nunca, ser corrompido por muito dinheiro. Eu havia lido histórias demais sobre isso e não era o tipo de pessoa que eu gostaria de me tornar”, contou.

Steve Jobs, o falecido cofundador da Apple, mudou depois que a empresa fez sucesso, tornando-se mais rígido e deixando de lado conversas aleatórias e brincadeiras

Hoje, porém, a situação é outra: como cofundador da empresa de maior valor de capital do mundo, Wozniak atingiu um status de personalidade corporativa que tornou seu nome um dos mais proeminentes do mercado. Até hoje, ele atua como “funcionário honorário” da empresa, recebendo um “salário”. Entretanto, segundo o próprio Woz, isso dá pouco mais de US$ 50 (pouco mais de R$ 212) por semana, já que em cima dos ganhos incidem algumas taxas.

“É pouca coisa, mas é mais pela lealdade, porque o que mais eu poderia fazer de tão importante com a minha vida? Ninguém vai me demitir. E eu realmente tenho sentimentos muito fortes pela Apple”, finaliza.

Fonte: CNET

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