Kim Dotcom lança serviço de bate-papo seguro chamado MEGAchat

Por Redação | 22 de Janeiro de 2015 às 11h28

A preocupação de Kim Dotcom com privacidade, segurança e confiabilidade acaba de dar mais um fruto. O Mega, empresa que surgiu após o fim do Megaupload, lançou nesta semana o MEGAchat, um aplicativo para PCs que promete realizar chamadas de voz e vídeo de maneira completamente segura e, principalmente, livre de espionagem ou olhares não convidados.

Tudo funciona por meio da web e utiliza a mesma conta do serviço de hospedagem na nuvem da empresa. Gratuito, o serviço de chat permite que o usuário adicione contatos que também estejam no serviço e comece a conversa com poucos cliques. As funções são poucas e, de acordo com a companhia, essa é justamente a intenção, já que a ideia é entregar um serviço simples e com grande foco na segurança, em vez de uma alternativa cheia de opções que muita gente nem mesmo usaria.

Apesar disso, a empresa promete adicionar mais duas novas funções que, ela sabe, são essenciais para os usuários: videoconferência – já que no momento, as chamadas estão restritas a apenas duas pessoas –; e fazer jus ao próprio nome com um sistema de mensagens de texto. As novidades, porém, ainda não têm data para serem liberadas.

De acordo com Dotcom, a iniciativa já se provou um sucesso. Apenas na primeira hora de vida do serviço, meio milhão de chamadas criptografadas teriam sido feitas, com esse número caindo, claro, mas permanecendo consistente logo depois. Para o polêmico executivo, é uma prova de que os usuários querem uma alternativa ao Skype e o Google Hangouts que foque na segurança e garanta a privacidade das informações trocadas.

Por enquanto, o MEGAchat permanece em estágio Beta, ou seja, erros e falhas podem acontecer. Mas a empresa também espera deixar esse aspecto para trás em breve, já que o desenvolvimento da plataforma continua acontecendo de forma ativa.

Apesar de ter deixado a diretoria do Mega em setembro de 2013, Kim Dotcom continua atuando como um dos conselheiros do serviço e permanece como grande vetor de comunicação com os usuários. Residente da Nova Zelândia, ele se lançou recentemente em empreitadas musicais e, ao mesmo tempo, enfrenta o processo judicial relacionado a quebra de copyright e pirataria oriundo dos tempos de Megaupload.

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