Quanto seu ventilador gasta de energia por mês? Testamos 4 modelos
Por Renato Moura Jr. • Editado por Léo Müller |

Com as temperaturas cada vez mais altas em diversas regiões do Brasil, o ventilador se tornou um item essencial no dia a dia. Diante do uso frequente por horas seguidas, surge a dúvida: quanto isso pesa na conta de luz no fim do mês?
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Para responder a essa pergunta, analisamos quatro modelos populares de ventiladores e medimos o consumo médio por hora de uso. Os resultados mostram que, embora o ventilador seja mais econômico que o ar-condicionado, o impacto pode variar dependendo da potência e do tempo de utilização.
Consumo real: o que mostram os testes
Os modelos testados apresentaram consumo entre 0,35 kWh e 0,44 kWh. A variação não é tão grande, mas já indica diferenças de eficiência entre marcas e configurações.
Confira os dados:
| Modelo | Consumo (kWh) |
| Arno X-Treme 6 | 0,38 |
| Mallory Max Control | 0,35 |
| Prime Air | 0,41 |
| Britânia BVT50T | 0,44 |
Na prática, o modelo mais econômico da lista é o Mallory Max Control, enquanto o Britânia BVT50T aparece como o mais exigente em consumo energético.
Quanto isso pesa na conta de luz?
Para simular o impacto mensal, consideramos uma média de 8 horas de uso diário (cenário comum em dias mais quentes) e uma tarifa residencial em São Paulo em torno de R$ 0,90 por kWh. Com base nisso:
- Um ventilador com consumo de 0,35 kWh pode gastar cerca de 84 kWh por mês, resultando em um custo aproximado de R$ 75,60;
- Já um modelo de 0,44 kWh pode chegar a cerca de 105,6 kWh mensais, com custo próximo de R$ 95,00.
A diferença entre os modelos pode ultrapassar R$ 19 por mês, ou mais de R$ 200 ao longo de um ano, considerando uso frequente. Esse impacto aumenta ainda mais em residências com mais de um ventilador ligado simultaneamente, algo comum em períodos de calor intenso.
Potência e tamanho fazem diferença
O consumo do ventilador está diretamente ligado à potência do motor e ao tamanho das hélices. Modelos maiores, como os de 50 cm, tendem a consumir mais energia, mas também entregam maior vazão de ar.
Por outro lado, ventiladores menores ou de mesa geralmente ficam em faixas mais baixas de consumo, podendo variar entre 0,25 kWh e 0,35 kWh por hora.
A velocidade escolhida também influencia diretamente no gasto energético. Usar o ventilador no modo máximo constantemente aumenta o consumo, enquanto velocidades intermediárias ajudam a economizar.
Outros modelos fora da lista
Ao extrapolar os dados, podemos estimar o consumo de outros ventiladores disponíveis no mercado. Modelos compactos ou de torre tendem a consumir menos, geralmente abaixo de 0,30 kWh por hora.
Já ventiladores industriais ou de alta potência podem ultrapassar facilmente 0,50 kWh, especialmente em ambientes amplos ou comerciais. Independentemente da marca, o padrão é semelhante: quanto maior a potência e o fluxo de ar, maior será o consumo.
Embora o ventilador seja considerado um equipamento relativamente econômico, o uso prolongado pode gerar impacto relevante na conta de luz. Por isso, vale a pena observar a eficiência do modelo e ajustar o uso conforme a necessidade.
Pequenas mudanças, como evitar uso contínuo em potência máxima ou desligar o aparelho quando não há ninguém no ambiente, já ajudam a reduzir o consumo.