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Geladeira Inverter vs. Comum: veja em quanto tempo você recupera seu dinheiro

Por  • Editado por Léo Müller | 

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Erick Teixeira/Canaltech
Erick Teixeira/Canaltech

Na hora de renovar a cozinha, o preço na etiqueta costuma ser o primeiro fator de decisão. No mercado de refrigeradores, a divisão entre os modelos com tecnologia inverter e os comuns (motores convencionais do tipo On/Off) gera uma dúvida recorrente: vale a pena pagar mais caro por um modelo Inverter? 

A verdadeira vantagem financeira depende de quanto tempo você pretende ficar com o aparelho e onde você mora no Brasil. Entenda:

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O que muda na prática?

A grande diferença está na forma como o motor funciona. O compressor comum liga com força total até atingir a temperatura desejada e desliga completamente, repetindo esse ciclo ruidoso e de alto consumo várias vezes ao dia. 

Já o compressor Inverter funciona continuamente, ajustando sua velocidade de acordo com a necessidade térmica (como o abrir e fechar de portas) e eliminando picos de energia.

Para ajudar o consumidor, o Inmetro atualizou as diretrizes do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). A avaliação considera o Índice de Desempenho de Resfriamento (IDSR), que analisa a eficiência real do aparelho sob condições de uso severo e rotineiro

Com a simplificação das etiquetas, os aparelhos Inverter consolidaram-se no topo da Classe A de eficiência, apresentando reduções drásticas no consumo mensal em kWh.

Modelos no mercado brasileiro

Para fins de comparação, analisamos alguns modelos consolidados de marcas expressivas no país:

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Modelos Inverter (Classe A)

Destacam-se a Panasonic Econavi NR-BT42BV1X, com um consumo de apenas 31 kWh/mês, e a Samsung Evolution RT38, focada em proteção contra picos de tensão e consumo aproximado na mesma faixa. Seu preço médio de mercado gira em torno de R$ 3.300,00.

Modelos comuns

Opções populares como a Consul Facilite CRM44AB ou a Brastemp BRM44 trazem excelente espaço e durabilidade, mas registram médias de consumo na casa dos 45 kWh/mês. O preço médio dessas opções fica próximo a R$ 2.600,00.

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Dessa forma, podemos afirmar que a diferença inicial de investimento entre as duas categorias é de aproximadamente R$ 700,00.

Simulação de consumo e tempo de retorno

Abaixo, aplicamos a diferença de consumo de 14 kWh/mês (45 kWh do modelo comum menos 31 kWh do Inverter) nas tarifas médias das principais concessionárias brasileiras para descobrir o tempo de recuperação do investimento:

CidadeTarifa concessionária (R$/kWh)Custo mensal comumCusto mensal InverterEconomia mensal (R$)Economia anual (R$)Tempo de retorno
FortalezaR$ 0,97R$ 43,65R$ 30,07R$ 13,58R$ 162,964,3 anos
São PauloR$ 0,95R$ 42,75R$ 29,45R$ 13,30R$ 159,604,4 anos
CuritibaR$ 0,85R$ 38,25R$ 26,35R$ 11,90R$ 142,804,9 anos
ManausR$ 0,84R$ 37,80R$ 26,04R$ 11,76R$ 141,125 anos
BrasíliaR$ 0,83R$ 37,35R$ 25,73R$ 11,62R$ 139,445 anos
Média geralR$ 0,89R$ 39,96R$ 27,53R$ 12,43R$ 149,184,6 anos
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Em quanto tempo se recupera o investimento?

A média nacional de retorno para essa simulação gira em torno de 55 meses (pouco mais de 4 anos e meio). Considerando que a vida útil estimada de uma geladeira moderna é de 10 a 15 anos, o modelo Inverter passará pelo menos metade da sua jornada gerando economia líquida direta para o seu orçamento doméstico.

Além do retorno financeiro explícito na tabela, você adquire um eletrodoméstico muito mais silencioso, que conserva melhor os alimentos devido à estabilidade térmica e que diminui a pegada de carbono da residência.