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Ar-condicionado portátil gasta muita anergia? Nós descobrimos o mais econômico

Por  • Editado por Léo Müller | 

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ar-condicionado portátil
Eric Mockaitis/Canaltech

O ar-condicionado portátil é uma alternativa prática para quem não pode instalar um modelo split, seja por morar de aluguel ou por limitações estruturais do imóvel. Em compensação, muita gente ainda tem receio do impacto desse tipo de aparelho na conta de energia. Para descobrir seu consumo real, o Canaltech comparou sete dos principais modelos portáteis vendidos oficialmente no Brasil.

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Os cálculos utilizam como referência o padrão do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE/Inmetro), que considera 2.080 horas anuais de uso (173 horas por mês). As tarifas de energia correspondem às maiores capitais de cada região do país: Manaus, Fortaleza, Brasília, São Paulo e Curitiba.

Os dados de mercado foram fornecidos ao Canaltech pela WebPrice, plataforma de inteligência de mercado parceira. Como os aparelhos portáteis ainda não possuem uma padronização pública de consumo mensal em kWh semelhante à encontrada em diversos modelos split, o consumo foi estimado a partir da potência elétrica informada pelos fabricantes, seguindo a metodologia de uso do PBE.

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Quanto consome um ar-condicionado portátil?

Na prática, o consumo depende principalmente da potência do equipamento, da temperatura escolhida, do isolamento do ambiente e do tempo de uso diário. Modelos compactos de 9.000 BTUs tendem a consumir menos energia do que aparelhos de 12.000 BTUs, embora também tenham menor capacidade de refrigeração.

A tabela abaixo mostra a estimativa de consumo mensal e o gasto correspondente em cada cidade.

ModeloPotência estimadaConsumo (kWh/mês)Curitiba (R$ 0,85)São Paulo (R$ 0,95)Brasília (R$ 0,83)Fortaleza (R$ 0,97)Manaus (R$ 0,84)
Hisense AP-08CWBRNPS000,90 kW156 kWhR$ 132,60R$ 148,20R$ 129,48R$ 151,32R$ 131,04
Philco PAC9000F50,95 kW165 kWhR$ 140,25R$ 156,75R$ 136,95R$ 160,05R$ 138,60
EOS EAP10F1,00 kW173 kWhR$ 147,05R$ 164,35R$ 143,59R$ 167,81R$ 145,32
Springer Midea MPH-10CRV21,10 kW191 kWhR$ 162,35R$ 181,45R$ 158,53R$ 185,27R$ 160,44
Britânia BAC12000P1,20 kW208 kWhR$ 176,80R$ 197,60R$ 172,64R$ 201,76R$ 174,72
Elgin Eco Cube Portátil 12.000 BTUs1,25 kW217 kWhR$ 184,45R$ 206,15R$ 180,11R$ 210,49R$ 182,28
Midea MPH-12CRV11,35 kW234 kWhR$ 198,90R$ 222,30R$ 194,22R$ 226,98R$ 196,56
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O modelo mais econômico

Entre os aparelhos analisados, o Hisense AP-08CWBRNPS00 apresentou o menor consumo estimado. Com cerca de 156 kWh por mês, ele também registrou o menor custo mensal em todas as capitais avaliadas, variando de R$ 129,48 em Brasília a R$ 151,32 em Fortaleza.

Na outra ponta está o Midea MPH-12CRV1, cujo consumo estimado chega a 234 kWh mensais. Dependendo da cidade, o gasto pode ultrapassar R$ 220 por mês, como ocorre em São Paulo e Fortaleza.

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Na prática, a diferença entre o aparelho mais econômico e o de maior consumo pode chegar a 78 kWh por mês, representando uma economia de aproximadamente R$ 70 a R$ 75 mensais, dependendo da tarifa de energia da região.

O que influencia o consumo?

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Embora a potência seja um dos fatores mais importantes, ela não determina sozinha a conta de luz. A eficiência do aparelho também depende da capacidade em BTUs, do tamanho do ambiente, da vedação do cômodo e da temperatura escolhida pelo usuário.

Outro ponto importante é que os compressores não permanecem ligados continuamente. Após atingir a temperatura programada, muitos aparelhos passam a alternar ciclos de funcionamento para manter o ambiente climatizado, reduzindo o consumo real ao longo do dia.

Também vale lembrar que ambientes com incidência direta de sol, portas abertas com frequência ou isolamento térmico insuficiente exigem mais esforço do equipamento, aumentando o gasto energético.

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Vale a pena comprar um portátil?

Para quem não pode instalar um sistema split, o ar-condicionado portátil continua sendo uma solução eficiente e relativamente simples de colocar em funcionamento. No entanto, o levantamento mostra que existem diferenças relevantes de consumo entre os modelos disponíveis no mercado.

Antes da compra, vale comparar não apenas o preço do aparelho, mas também seu consumo estimado de energia. Em muitos casos, um equipamento mais eficiente pode custar um pouco mais na aquisição, mas compensar essa diferença ao longo do tempo por meio de uma conta de luz menor.