Alta de casos de COVID-19 faz São Paulo estender aulas online

Por Nathan Vieira | 22 de Janeiro de 2021 às 16h25
Magnet.me / Unsplash

Ao longo do ano de 2020, pandemia exigiu adaptações drásticas na dinâmica da educação, com direito a idas e vindas em relação ao retorno às aulas presenciais, com o MEC determinando volta às aulas para universidades, mas recuando horas depois, por exemplo. Já estamos em 2021, e a situação continua bastante delicada. Acontece que nesta sexta (22), o Estado de São Paulo decidiu voltar atrás numa decisão do último dia 13, que obrigava alunos a frequentarem as escolas mesmo durante as fases laranja e vermelha da pandemia.

Na ocasião, uma deliberação do Conselho Estadual de Educação (CEE) tornou obrigatória a presença de alunos em pelo menos um terço das classes, tanto nas instituições públicas quanto privadas. No entanto, quando as escolas passaram a anunciar esse retorno presencial obrigatório, os familiares dos alunos se manifestaram contra, e chegaram a planejar entrar com mandado de segurança.

Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta sexta, o secretário Rossieli anunciou o início do ano letivo em 1º de fevereiro para a rede particular e 8 de fevereiro para a rede privada. "Na própria indicação do conselho deixamos claro que poderíamos fazer modificações. Se a família não quiser mandar o aluno para a aula presencial na fase vermelha e laranja, poderá. Isso vale para a rede privada e estadual", apontou.

Alta de casos de COVID-19 faz São Paulo estender aulas online; alunos não são mais obrigados a frequentar aulas presenciais (Imagem:  Nick Morrison / Unsplash)

Na prática, escolas particulares poderão receber até 35% dos estudantes para as aulas presenciais a partir do dia 1º de fevereiro. O retorno deve acontecer por meio de rodízios. Enquanto isso, os pais que não quiserem mandar os filhos para a escola ainda podem manter as crianças no ensino remoto. 

O Governo de São Paulo tem uma estratégia para retomar com segurança a economia do estado durante a pandemia, chamada Plano São Paulo. O desdobramento é o seguinte: cada região pode reabrir determinados setores de acordo com a fase (que vai de azul a verde, amarela, laranja e vermelha) em que se encontra. As regras envolvem a média da taxa de ocupação de leitos de UTI exclusivas para pacientes com coronavírus, número de novas internações no mesmo período e o número de óbitos.

Nesta sexta, o governador João Doria (PSDB) anunciou que o Estado entrará na fase vermelha (a pior do plano) entre as 20 horas e as 6 horas, como se fosse um "toque de recolher", e nos próximos dois finais de semana, nos dias 30 e 31 de janeiro, e nos dias 6 e 7 de fevereiro. 

Fonte: Estadão

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