Quase metade das PMEs ativas no Facebook tiveram 25% das vendas feitas online

Por Rui Maciel | 15 de Julho de 2020 às 16h50
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Mesmo em tempos de pandemia, 47% das pequenas e médias empresas (PMEs) operacionais no Facebook relatam que um quarto ou mais de suas vendas foram realizadas online nos últimos meses. Além disso, 43% delas se dizem otimistas quanto ao futuro dos negócios. Esse números fazem parte do Relatório Global sobre a Situação das Pequenas Empresas, produzido a partir de uma parceria da rede social com o Banco Mundial e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e que foi divulgado nesta quarta-feira (15).

A pesquisa foi feita com 30 mil líderes de pequenas e médias empresas em mais de 50 países. Segundo o Facebook, este é o primeiro relatório de uma série que se encerrará em dezembro desde ano e tem o objetivo de compreender a situação das empresas ao redor do mundo, incluindo o Brasil, após as restrições causadas pela COVID-19.

Abaixo, você pode conferir os principais pontos levantados pelo estudo, tanto para o Brasil, quanto para o resto do mundo. São eles:

Brasil

  • 47% das pequenas e médias empresas operacionais no Facebook relatam que 25% ou mais de suas vendas foram realizadas online no último mês;
  • 43% das pequenas e médias empresas operacionais no Facebook estão otimistas quanto ao futuro dos negócios;
  • Cerca de 30% das pequenas e médias empresas pesquisadas no Brasil disseram receber algum tipo de assistência financeira e cerca de 75% delas relataram que essa ajuda se dá sob a forma de doações ou empréstimos do governo;
  • 18% dos negócios que fecharam esperam recontratar os antigos funcionários quando reabrirem;
  • 52% das pequenas e médias empresas operacionais no Facebook preveem que o fluxo de caixa será um desafio nos próximos meses;
  • 37% das pequenas e médias empresas operacionais no Facebook reduziram a quantidade de funcionários/colaboradores por causa da pandemia.

Global

  • 36% das PMEs fechadas planejam contratar os mesmos trabalhadores quando reabrirem;
  • Um quarto das empresas fechadas estão pagando os trabalhadores enquanto estão fechados, pelo menos parcialmente;
  • 67% das pequenas e médias empresas pertencentes a mulheres (em comparação com 69% daquelas pertencentes a homens) se encontram em operação ou envolvidas em algum tipo de atividade geradora de receita;
  • 37% das pequenas e médias empresas operacionais no Facebook reduziram a quantidade de funcionários ou trabalhadores como consequência da pandemia da COVID-19;
  • Na amostra global, os setores com mais fechamentos das atividades incluem: agências de viagens ou turismo (54%), serviços de hospitalidade e eventos (47%), serviços de educação e cuidado infantil (45%), hotéis, cafés e restaurantes (32%).

A pesquisa revela ainda que o caminho para a recuperação no pós-COVID-19 é incerto e que muitos podem precisar de apoio de governos ou outras instituições retomar ritmo padrão de suas operações. “Mais de 160 milhões dos pequenos negócios usam o Facebook, Instagram, Messenger ou WhatsApp todos os meses para alcançar clientes, vender e crescer", diz Maren Lau, vice-presidente do Facebook na América Latina. "Sabemos que as PMEs são uma das bases mais importantes da economia e se eu precisasse destacar uma tendência que vejo, seria a mudança dos consumidores em direção ao omnichannel, onde a experiência on-line permanece fundamental para a estratégia de venda”, afirmou.

A desigualdade entre mulheres e homens também se mostrou no relatório. O documento aponta que 23% das líderes de negócios tiveram que passar seis horas ou mais por dia em tarefas domésticas, como cuidar de familiares, em relação a 11% dos líderes empresariais do sexo masculino.

Para obter mais detalhes sobre a metodologia e a amostragem, clique aqui (em inglês).

Empresa enfrenta boicote dos grandes anunciantes

Em junho, houve o início um movimento chamado Stop Hate For Profit ("Pare de dar lucro ao ódio"), um boicote publicitário de vários anunciantes de grande porte às redes sociais, com especial destaque ao Facebook e Instagram. Várias grandes marcas já se juntaram ao movimento, como Unilever, Coca-Cola, Diageo, Adidas, Ford, Honda, Microsoft, Starbucks e Levi's, entre muitas outras.

A ideia por trás do movimento Stop Hate For Profit é que o Facebook, que gera 98% de sua receita por meio de anúncios, seja "menos complacente" com mensagens de ódios publicadas na plataforma. Esse boicote foi lançado por seis grupos norte-americanos de direitos civis, mas até agora, mais de 160 empresas no mundo todo já aderiram, interrompendo a compra de espaços publicitários na rede social.

Ainda que o boicote dessas grandes empresas tenham um impacto limitado nos resultados financeiros do Facebook - um levantamento da CNN aponta que os 100 maiores aunciantes correspondem a apenas 6% da receita da plataforma, com o grosso do faturamento vindo das PMEs - o fato é que o movimento cria um racha considerável na plataforma em termos de imagem.

Com isso, é essencial que a empresa não apenas mostre que suas redes sociais são um bom negócio para as PMEs, mas também que o Facebook consegue criar um ambiente mais saudável para quem frequente seus espaços online. Afinal, as grandes empresas jogaram um holofote mais forte em relação a um problema que já vem de longe. E tomaram uma atitude que pode ser seguida por muito mais gente.

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