E-commerce: mais dados, mais segurança

Por Colaborador externo | 14 de Abril de 2015 às 07h30

Por Claudio Pasqualin*

A pulga ainda não saiu de trás da orelha do consumidor de comércio eletrônico no Brasil. O setor faturou R$ 35,8 bilhões ano passado, em alta de 24% se comparado ao resultado de 2013, segundo a consultoria e-bit. Foram 103,4 milhões de pedidos, feitos por 61,6 milhões de consumidores. Esse ritmo de expansão é acompanhado, no entanto, por um índice considerável de fraude – algo que assusta o consumidor e segura o próprio crescimento do mercado. Mas uma novidade na área pode começar a mudar esse cenário.

No fim do ano passado, o Banco Central emitiu uma normativa com orientações para que as mediadoras de pagamento eletrônico mantenham um cadastro mais completo de seus clientes, e que seja feita a atualização das informações pelo menos uma vez ao ano. No cadastro de consumidores pessoa física, o ideal é constar nome completo, filiação, nacionalidade, data e local de nascimento, número do documento de identidade, CPF, endereço residencial e comercial e número de telefone. Dos clientes pessoa jurídica, os dados necessários são CNPJ, razão social, atividade principal, forma e data de constituição, e CPF e nome completo dos representantes.

Com uma ficha cadastral mais abrangente e atualizada, é possível fazer uma avaliação mais eficaz da boa intenção do comprador ou cliente. Funciona assim: as informações individuais são cruzadas e validadas por tecnologias analíticas, que acusam, automaticamente e com cada vez mais precisão, se ocorreu uso de informações fraudulentas por criminosos na operação em questão. Se não for encontrado problema cadastral, comprador e empresa podem ficar tranquilos para dar continuidade ao negócio. Tudo isso decidido em segundos pelas plataformas de análise.

As gigantes do comércio eletrônico já atualizaram ou estão atualizando toda a sua base de dados, desenvolvendo processos de complementação de informações e atualização do sistema. Quem estiver pensando em entrar nesse atrativo mercado também deve estar atento ao novo modelo de cadastro. No fim, o e-commerce nacional será mais seguro para todos, consumidor e empresas. Assim, quem sabe, o brasileiro cético em relação às compras online não precisará segurar a respiração toda vez em que clicar "finalizar compra".

*Claudio Pasqualin é diretor de Produtos e Novos Negócios da TransUnion, fornecedora de informações multidimensionais e tecnologia analítica, com atuação no Brasil e em mais 32 países.

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