Digitalização do varejo: desafio para marcas e empreendedores

Por Bernardo Carneiro | 06 de Agosto de 2019 às 11h00
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São diversos os movimentos que precisam ser avaliados em virtude das mudanças nos padrões de consumo. Além de mensurar as preferências dos compradores, o comportamento do consumidor é um termômetro precioso que deixa clara a necessidade de canais cada vez mais integrados.

O perfil do consumidor se transformou em “All-Channel”: presente nos canais físicos, online e disposto a se relacionar com as marcas, independentemente de onde estiverem. Nesse cenário, é papel do varejo físico acompanhar essa evolução, em que a digitalização se torna essencial para atender a demanda desse público-alvo. Em muitos casos essa é até mesmo uma questão de sobrevivência do negócio.

Para entender esse novo cliente, basta olhar para os millennials (parte expressiva da população brasileira hoje) que mergulharam no cenário de tecnologia digital. Segundo estudo desenvolvido pela Common Sense Media, que analisou o comportamento dos millennials norte-americanos, 70% dessa geração faz uso de uma ou várias redes sociais. Dados do 39º Relatório Webshoppers, publicado pelo Ebit no primeiro semestre de 2019, mostra que os millennials já correspondem a 24% dos consumidores do e-commerce brasileiro.

Ignorar o potencial de consumo dos millennials é abrir mão de um público importante e cada vez mais engajado em buscar identificação com as marcas. Uma pesquisa realizada pela Millennial Marketing aponta que 70% dos jovens de 21 a 34 anos sentem necessidade de compartilhar feedbacks com empresas após uma boa ou má experiência.

É comum que uma compra tenha início com uma experimentação na loja física, passe por uma pesquisa no smartphone e seja concluída no desktop. O inverso também acontece. O consumidor digital, muitas vezes, também busca mais informações sobre o produto presencialmente nos pontos de venda.

Na contramão, o varejo tem reagido de maneira desordenada à essa nova realidade. É preciso esquecer os limites entre o on e o off para escrever o futuro da experiência de compra. Aqui na Stone Co., por exemplo, soluções que oferecemos aos nossos clientes têm contribuído para a construção desse novo capítulo do segmento e para suprir as necessidades do varejo de ponta a ponta.

Uma delas é a Mundipagg, uma plataforma focada em soluções customizáveis e simples, como Retentativa, Multicompradores, One Click-Buy, Venda Digitada, Analytics, Assinaturas - Recorrência, Ambiente Seguro (e-wallet) e Checkouts. Outra é o Pagar.me, voltado para quem deseja começar a receber pagamentos de forma rápida e segura em apenas uma integração. A ferramenta permite transacionar no mundo on-line com total controle e transparência sobre as operações do e-commerce, utilizando ferramentas como o Checkout Transparente e o Link de Pagamento.

Tantas mudanças, somadas ao aumento do volume de transações realizadas pelo celular, apenas enfatizam a necessidade de processos mais rápidos à disposição do cliente. Burocratizar a finalização de uma compra, aliás, torna a experiência demorada, cansativa e aumenta o índice de desistência.

O e-commerce tende a crescer cada vez mais e não apenas o Brasil. Prova disso é a alta de 24% registrada pelo setor em todo o mundo em 2018, atingindo a marca de US$ 2,9 trilhões em vendas, segundo estudo do eMarketer. Na América Latina o aumento foi de 17,9% em relação a 2017. Entretanto, o grande desafio do varejo ainda é implantar um processo de finalização sem fricção, para que o consumidor não encontre dificuldades que o impeçam de concluir sua compra com sucesso, seja pela tela do celular, tablet ou computador.

O futuro está apenas começando.

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