Amazon e Azul estariam negociando serviço de entrega de mercadorias no Brasil

Por Felipe Demartini | 17 de Abril de 2018 às 12h03
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A Amazon estaria em negociações com a Azul para uma parceria de entrega de mercadorias em território nacional. As informações não-oficiais publicadas nesta terça-feira (17) indicam mais um passo da gigante do comércio eletrônico rumo à abertura de uma operação de venda direta de produtos por aqui.

Se confirmada, a união representaria a vitória sobre o que a Amazon chama de desafios logísticos. Desde que pisou no Brasil, a companhia tem mantido uma operação modesta, primeiro trabalhando apenas com livros e, depois, abrindo espaço para parceiros em vendas terceirizadas. Há meses, porém, se especula que a companhia estaria preparando uma entrada no mercado brasileiro aos moldes de suas versões internacionais, apesar de a própria jamais ter confirmado tal intenção.

Caso a parceria com a Azul se confirme, a Amazon passaria a ter acesso a mais de três mil cidades brasileiras. Por meio de seu braço de logística, chamado Cargo Express, a companhia aérea é capaz não apenas de entregar encomendas em nosso país, mas também no mercado internacional. Ela já tem parcerias com outras empresas de varejo eletrônico e experiência nesse segmento, o que é bastante interessante para a gigante.

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Mais uma vez, as especulações indicam uma resistência em trabalhar com os Correios, também uma opção utilizada por muitas companhias do ramo. Enquanto, por lei, a estatal é obrigada a entregar mercadorias em todas as cidades do país, a empresa vem sendo cada vez mais criticada, principalmente, pela demora no frete. Não é algo, aparentemente, com o que a Amazon gostaria de lidar ao entrar de cabeça em nosso país.

Outros indícios que apontam para o início da operação “tradicional” da Amazon por aqui seriam o aluguel de um galpão de 50 mil metros quadrados nos arredores de Cajamar, na região metropolitana de São Paulo (SP). As operações de logística da empresa, que atualmente trabalha apenas com livros e leitores digitais pelas próprias mãos, estariam sendo transferidas para o interior de um complexo que também abriga empresas como Walmart e Samsung.

Não coincidentemente, talvez, o local também fica a pouco mais de 50 quilômetros da base de operações da Azul, no aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Essa proximidade com fabricantes e outras companhias do ramo também estaria relacionada a outros dois fatores, também ainda não confirmados. Segundo as informações extraoficiais, a Amazon já estaria se reunindo com fabricantes para ventilar a abertura de uma operação própria e também cogitando a compra de grandes companhias nacionais, como a Via Varejo, que controla nomes como Casas Bahia e Ponto Frio.

Um possível acordo com a Azul, então, seria mais um passo para acabar com a dependência completa de terceiros, por meio da operação atual como marketplace. Entretanto, a companhia aérea não comentou sobre o assunto, enquanto a Amazon disse não falar sobre rumores ou especulações. A expectativa continua.

Fonte: Reuters

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