Guerra anti-drones: como uma tecnologia tenta anular outra

Por Fidel Forato | 20 de Fevereiro de 2020 às 16h30
Reprodução

Os drones já são parte do nosso dia a dia, mesmo que existam alguns usos mais sofisticados, como o de uma startup focada na entrega de encomendas ou ainda as aplicações na agricultura. Com preços que começam em torno dos 500 reais, é claro que se tornariam gadgets populares. Basta pensar nos perfis de fotografias com drones no Instagram ou ainda na #dronephotography com mais de 5M de menções, na mesma rede social.

Para ter uma ideia, em 2018, o mercado global de drones foi estimado em US$ 14 bilhões e deve chegar a US$ 43 bilhões em 2024. Só no Brasil, a quantidade de drones ou aeromodelos registrados na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), até julho de 2019, era de 73.317.

Conhecidos com VANTs, os drones chegam de maneira barata, rápida e quase invisível a lugares até então de difícil acesso. Outra vantagem são suas gravações e retratos em alta-definição, um prato cheio para cineastas, curiosos e, claro... espiões. Sim, eles também aproveitaram a novidade e, como toda tecnologia, o mundo dos drones tem dois lados.

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Desde 2016, existem registro no país de VANTs sendo usados de maneira ilícita. No ano passado, em Mogi das Cruzes, interior de São Paulo, um grupo de criminosos foi apelidado de "quadrilha do drone" e utilizava os pequenos voadores para “monitorar” condomínios de luxo. No Ceará, uma quadrilha monitorava funcionários de um banco antes de assaltos. Drones também foram vistos entregando drogas em presídios brasileiros, isso sem falar no seu uso em conflitos armados.

Casos como esses colocam em xeque a adoção em massa dessa tecnologia, que ainda desperta fortes conotações negativas. Um estudo recente, no Reino Unido, descobriu que apenas 31% dos entrevistados admitiram ter uma atitude positiva em relação aos VANTs.

Medidas eficazes na defesa anti-drones são empreendidas no campo da guerra eletrônica, com a emissão de sinais capazes de neutralizar o poder ofensivo desses meios e têm sido investimento de alta prioridade do governo estadunidense. E caso essas questões nunca tenham passado pela sua cabeça ainda, confira, a seguir, uma lista de ferramentas anti-drones, disponíveis no mercado, que mostram como uma tecnologia existe para anular outra.

Sistemas de advertência

Eles estão no topo das melhores opções para proteção contra os drones indesejados. Como a maioria dos VANTs opera com sistemas baseados na frequência de rádio (2,4GHZ e 5,8GHZ), os Sistemas de Advertência identificam os sinais da comunicação entre o controle remoto e o drone. Com o risco potencial de invasão, enviam alertas às equipes de resposta. Outras medidas podem estar associadas ao alerta, como o fechamento de portas ou a paralisação temporária das atividades até a retirada do drone.

O sistema empregado por forças americanas é o Marine Air Defense Integrated System, do Corpo de Fuzileiros Navais. É um sistema terrestre móvel, dotado de radares e sensores eletro-ópticos, que possui diversas variedades móveis e estáticas para alertar sobre a presença de VANTs.

Drones são usados em todo o mundo em atividades ilegais

Câmeras analíticas

Câmeras inteligentes podem ser utilizadas, em conjunto com os softwares, para identificar e alertar sobre a presença de drones não autorizados. Utilizando um ângulo de visão panorâmico, o sistema pode ser programado para disparar alertas imediatos para as equipes responsáveis.

Detecção e neutralização

Outros sistemas combinam câmeras inteligentes e sistemas reativos, baseados em radares. Ativos 24h, esses sistemas escaneiam constantemente o entorno e acionam respostas de imagem e alarmes quando os detecta. Outras opções atuam manualmente contra drones, com sinais que podem tanto cortar a comunicação entre o drone e o seu controlador, quanto pousá-lo imediatamente.

Recentemente, o governo norte-americano adquiriu sistemas de defesa por US$ 1,2 milhão, da empresa Citadel. A iniciativa busca interceptar de drones que entrem no território estadunidense através da fronteira com o México. Os equipamentos emitem sinais periódicos numa zona com raio de 3 km para monitoramento, identificação e proteção contra VANTs, podendo assumir seu controle e pousá-los em até 3 minutos.

A maioria dos sistemas mescla essas três principais funções em seus produtos. É o caso também do Kaspersky Antidrone, que automaticamente identifica e impede que aeronaves não tripuladas entrem em áreas restritas, com uma combinação de sensores que incluem uma nova varredura a laser e tecnologias de machine learning, que não danificam os dispositivos.

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Hoje é dia de #tbt com uma curiosidade de um dos lugares mais interessantes que já fotografei em SP! O Parque Edu Chaves! Um bairro totalmente inspirado no traçado circular da Praça Charles de Gaulle em Paris (a icônica Praça que abriga o famoso Arco do Triunfo). . Aí vai a curiosidade: . ⚠️Você sabia que foi nesse Bairro que o Melhor jogador da História do Futsal começou a dar seus primeiros dribles fantásticos? Pois é! O Pq. Edu Chaves é o berço do Mito Falcão - @falcao12oficial ! . Todo mundo já sabe que ele é o rei das quadras. Muitos já ouviram falar que ele é inspiração para Neymar e ganhou elogios até de Pelé. Mas o que poucos conhecem do jogador Falcão é que ele já deu seus cortes secos em outro cenário: durante oito anos, foi açougueiro. . O craque do futsal aprendeu a moer carne com o pai, que morreu antes de ver o filho brilhar mundialmente como um dos maiores orgulhos do esporte brasileiro. Atrás do balcão, o jovem já mostrava habilidade com as mãos, e nas ruas o talento era com os pés. . Se no açougue ele fazia direitinho o trabalho de moedor, nas ruas do Pq. Edu Chaves, mostrava outra tipo de habilidade. . - Qualquer coisa ele pegava e fazia umas embaixadas. Era tampinha de garrafa, limão, moeda... o que ele pegava na rua servia – conta Ronaldo, amigo de infância. . A agilidade, as brincadeiras, a facilidade com a bola e o até o apelido são heranças do pai, que tinha semelhança com o ex-jogador Falcão, que atuou no Inter. Aos poucos, Falcãozinho passou a ser o craque da rua e com 12 anos já jogava no time dos colegas cinco anos mais velhos. . Fonte: http://globoesporte.globo.com/ . Vamos tentar fazer com que essa foto chegue até ele?! Marque o craque @falcao12oficial nos comentários! Espero que vocês curtam a foto e ele também! . Um grande abraço! . #splovers #sp4you #emcartaz_sp #guiasp24h #omelhorclick #amorpaulista #achadosdasemana #moodygrams #meucliqueestadao #saopaulocity #citykillerz #contrasts_sp #dronephotography #cidadedagaroa #fotografocriativo #bbcbrasil #ig_saopaulo #EuVivoSP #spdagaroa #falcão12 #olharesdesampa #vejasp #brazilrepost #architecture #instasdesp #architecturelovers #examenoinsta #saopaulo #saopaulo_originals

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Quando um objeto em movimento é detectado, suas coordenadas são transmitidas para um servidor dedicado. Ao mesmo tempo, uma rede neural, treinada para identificar drones entre outros itens em movimento, analisa o objeto no vídeo.

Se ele for identificado como um drone, o servidor envia o comando para bloquear a comunicação entre o dispositivo e seu controlador. Como resultado, o drone voa de volta para o local de onde decolou ou aterrissa lentamente na área em que perdeu o sinal com o controlador.

Soluções caseiras

Embora menos eficientes e em escala real, é possível tomar algumas precauções mais "analógicas" para lidar com a questão dos drones: só não vale enlouquecer com as medidas de segurança. Aí, as táticas surgem à moda antiga, mesmo, como manter as cortinas do seu apartamento sempre fechadas, se proteger em carros com vidros escuros fechados e sempre passar aquele "confere" no céu — principalmente, em momentos íntimos, evitando cenas distópicas de um pesadelo recheado de revenge porn, por exemplo.

Fonte: Kaspersky; Defesa Área Naval; Blog G4S

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