Finlândia está prestes a ganhar entrega de alimentos por drones

Por Thaís Augusto | 20 de Maio de 2019 às 08h52
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A Wing, startup de propriedade da Alphabet, encerrou o ano passado com a promessa de iniciar "em breve" entregas com drones em Helsinque, na Finlândia. Agora, o compromisso está perto de ser cumprido: a startup confirmou que o serviço será implementado no bairro de Vuosaari nas próximas semanas.

De acordo com a empresa, os drones buscarão produtos em duas parceiras da região: o supermercado gourmet Herkku Food Market e o restaurante Cafe Monami. Para solicitar o serviço, há condições: o drone consegue transportar itens de até 1,49 kg e a distância entre os locais não pode ultrapassar 9km.

A Wing ainda conta que criou vários eventos comunitários no bairro "para que os moradores locais pudessem fazer perguntas sobre o serviço" e "dar ideias de como o Wing poderia se encaixar em suas vidas".

A startup disse que a densidade populacional de Vuosaari "o torna um ótimo lugar para lançar nosso primeiro serviço para comunidades habitacionais". O bairro conta com mais de 35 mil moradores, o mais populoso de Helsinque. O local também é cercado por água em três lados e tem áreas florestais ao lado de espaços residenciais e um grande porto de carga internacional. "Vuosaari é um local inspirador para Wing de várias maneiras", escreveu a empresa.

Drone da Wing, startup da Alphabet (Foto: Divulgação)

A expansão para Helsinque marca o primeiro lançamento europeu da Wing. No mês passado, a startup lançou seu serviço de entrega de drones comerciais na Austrália. Atualmente, são atendidas cerca de 100 casas nos subúrbios de Crace, Franklin e Palmerston, onde os drones da Wing completaram 70 mil voos e 3 mil entregas.

Enquanto isso, a Wing conseguiu em abril uma licença da Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) para fazer entregas comerciais nos Estados Unidos. Dentro de alguns meses, a operação dos drones será realizada nas cidades de Blacksburg e Christiansburg, na Virgínia.

Os drones da Wing podem voar em velocidades de até 125 km/h e conseguem decolar e aterrissar verticalmente graças às duas hélices e a uma dúzia de rotores verticais (peça que gira em torno do seu próprio eixo produzindo movimentos de rotação). O software de planejamento de voo automatizado determina a rota do drone, enquanto uma câmera e outros sensores a bordo ajudam a evitar obstáculos.

A Wing defende que a tecnologia pode ajudar empresas locais a reduzirem substancialmente os custos e, ao mesmo tempo, reduzir sua pegada de carbono – atividades que contribuem para a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. Um relatório encomendado pela startup cita US$ 9 milhões em economias anuais, enquanto um estudo da Rand Corporation prevê uma redução de 6% no uso de energia em comparação com caminhões.

Contratempos

Uma reportagem do Wall Street Journal disse que, no ano passado, os drones de Wing atrapalharam a vida de alguns residentes idosos, que reclamavam da impossibilidade de usar seus quintais por causa do barulho dos equipamentos voadores. Também há relatos de ao menos um acidente durante uma entrega.

Em setembro de 2016, a Wing chegou a testar o modelo de entrega com o restaurante Chipotle dos Estados Unidos para entregar pedidos a um pequeno grupo de estudantes da Virginia Tech. Com o resultado positivo, a startup tentou reproduzir a experiência com o Starbucks, mas a colaboração foi cancelada um mês depois por discussões sobre o tratamento de dados dos clientes.

Apesar dos contratempos, a Wing está avançando contra rivais como a Amazon, que lançou um teste do Prime Air para clientes selecionados em Cambridge, Inglaterra, em dezembro de 2016. Nos anos seguintes, empresas como a Microsoft e a startup Flytrex testaram o serviço de entrega aérea em cidades como Holly Springs, na Carolina do Norte, e Wichita, no Kansas. Em maio, foi a vez de a Uber anunciar planos de entregar alimentos por drones em San Diego.

Relatórios mostram que a indústria de drones comerciais continua a crescer rapidamente, embora a partir de uma pequena base: o mercado está estimado em US$ 127 bilhões até 2020.

Fonte: VentureBeat

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