Mercado Livre oferece curso gratuito para garotas interessadas em tecnologia

Mercado Livre oferece curso gratuito para garotas interessadas em tecnologia

Por Roseli Andrion | Editado por Claudio Yuge | 21 de Junho de 2021 às 15h10
Pixabay


Meninas de 14 a 18 anos interessadas em tecnologia, esta é para vocês: o Mercado Livre acaba de abrir inscrições para o Conectadas. O programa é uma parceria com a {reprograma} e a Chicas en Tecnología e busca desenvolver as competências das adolescentes na área.

Laura Motta, Gerente de Sustentabilidade do Mercado Livre, diz que, de acordo com a Unesco, apenas 3% dos estudantes de Ciências da Informação se identificam com o gênero feminino. “Queremos estimular que cada vez mais meninas se apropriem da tecnologia para construir futuros mais inclusivos e gerar impactos positivos na sociedade”, explica.

Com duração de 32 horas, essa imersão online gratuita é dividida em 12 encontros ao longo de quatro meses. Nas aulas, serão abordados temas como transformação digital, resolução de problemas, experiência do usuário (UX), desenvolvimento de negócios e marketing digital. No fim do processo, as participantes devem criar soluções tecnológicas com impacto social.

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Imagem: Reprodução/Elements/nd3000

O curso vai acontecer no segundo semestre deste ano e as 200 selecionadas serão divididas em quatro turmas. O Mercado Livre reservou 50% das vagas para meninas pretas, pardas e indígenas. As interessadas em participar não precisam ter conhecimentos prévios, apenas o desejo de criar soluções inovadoras com tecnologia. Para isso, as jovens terão contato com especialistas de diversas áreas e poderão acessar diferentes ferramentas de gestão. As inscrições estão abertas neste link.

Para Mariel Reyes Milk, fundadora e CEO da {reprograma}, o histórico social e cultural impede as mulheres, desde crianças, de acreditarem que podem atuar na área de tecnologia. “Pesquisas mostram que, a partir dos 6 anos, as meninas começam a pensar que não são boas para as exatas. Queremos quebrar esses falsos paradigmas e mostrar que carreiras em tecnologia são também para mulheres", enfatiza.

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