US$ 1 trilhão: o que se pode comprar com o valor da Apple?

Por Carlos Dias Ferreira | 02 de Agosto de 2018 às 21h05
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Apple

US$ 1 trilhão é muito, mas muito dinheiro mesmo. De fato, tanto dinheiro que a esmagadora maioria de nós, seres mortais, tem certa dificuldade para imaginar quanto isso representa. Afinal, parodiando o grande Luis Fernando Veríssimo, “o que isso tem a ver com o meu café com leite?”.

Dessa forma, a fim de ajudar a nós todos a compreender quanto “realmente” vale a Apple desde o recorde atingido pelas ações da companhia na última quarta-feira (1), o Canaltech elaborou um singelo quadro comparativo — com elementos escolhidos totalmente ao acaso, como deveria ser. Depois da leitura, você talvez esteja um pouco mais apto para levar o tema à mesa do desjejum.

Com uma Apple é possível comprar...

  • 37 trilhões de balas de framboesa (preço base: R$ 0,10 por unidade);
  • 374,5 bilhões de mistos-quentes acompanhados de café com leite (preço base: R$ 10 nas confeitarias mais razoáveis);
  • 2,5 bilhões de Oculus Rifts (preço base: US$ 399);
  • 1,04 bilhão de Galaxys S9 Plus de 256 GB (preço base: US$ 959,99);
  • 1 bilhão de iPhone X de 256 GB (preço base: US$ 999)
  • 666,7 milhões de Google Glasses (preço base: US$ 1,5 mil);
  • 416, 8 milhões de MacBooks Pro com tela de 15 polegadas (preço base: US$ 2.399)
  • 10.638.297 Teslas Model S 100D (preço base: US$ 94 mil);
  • 3,4 Samsungs (valor de mercado ao fechamento do último pregão: US$ 261,908 bilhões);
  • 1,2 Microsoft (valor de mercado ao fechamento do último pregão: US$ 828,118 bilhões);
  • 1,17 Alphabet (valor de mercado ao fechamento do último pregão: US$ 856,036 bilhões);
  • 1,12 Amazon (valor de mercado ao fechamento do último pregão: US$ 894,753 bilhões);

Primeira empresa trilionária de tecnologia

Em uma corrida bastante disputada com a Amazon e com a Alphabet, a Maçã assistiu recentemente à valorização abrupta de suas ações como consequência de bons resultados apresentados ao final do segundo trimestre de 2018 — com faturamento superior a US$ 53 bilhões entre os meses de abril e junho. Com alta de 6% e negociados a US$ 208 durante o pregão da última quarta-feira (1), os papéis da empresa finalmente quebraram a barreira histórica.

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Apple: crescimentos constantes desde o final de 2016 desembocaram no atual valor de mercado de US$ 1 trilhão - com uma ajudinha do iPhone X. (Imagem: reprodução/Apple)

A empresa vinha apresentando crescimento consistente desde o final de 2016, chegando aos US$ 900 bilhões no mês passado. Além disso, se o lançamento do primeiro iPhone formou a pedra angular do atual império trilionário, pode-se dizer que o membro mais recente da família também não fez feio: mesmo com vendas relativamente modestas, o iPhone X atraiu suficientemente a atenção de público e investidores, ajudando a catapultar a Maçã em direção ao resultado desta semana.

Novo patamar de rentabilidade

Vale ressaltar, entretanto, que se trata de um recorde relativo. No caso, a Apple é “apenas” a primeira empresa de tecnologia a alcançar o patamar de US$ 1 trilhão, já que a marca foi batida pela PetroChina há mais de uma década.

Não que por isso o marco seja menos relevante. De fato, há quem veja um novo universo de possibilidades às crias do Vale do Silício. “O fato de eles atingirem os US$ 1 trilhão não representa um fim”, disse o analista da GHB Insights Dan Ives ao site CNBC. “Eu vejo isso mais como um novo patamar de crescimento e rentabilidade.” Que venham os próximos trilionários, portanto.

Fonte: CNBC, Bloomberg

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