Telegram quer lançar sua própria criptomoeda

Por Redação | 08 de Janeiro de 2018 às 12h56
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O Telegram deve ser o próximo grande player do mercado de tecnologia a entrar no mundo das criptomoedas. De acordo com informações ainda não divulgadas oficialmente, mas confirmada por fontes ligadas aos trabalhos, o CEO da empresa responsável pelo mensageiro, Pavel Durov, estaria acompanhando pessoalmente a criação de um dinheiro próprio para o aplicativo, que deve potencializar, principalmente, o sistema de pagamentos da solução.

Batizada de Gram, o criptodinheiro ainda não teria lançamento marcado, mas já contaria com planos ambiciosos, podendo representar nada menos do que a maior oferta inicial de moedas já feita na história desse segmento. A ideia de Durov seria usar a venda das primeiras unidades da tecnologia, com previsão de arrecadação na casa dos US$ 500 milhões, para financiar o desenvolvimento posterior da blockchain proprietária usada para transações e validações. A ideia é que, em seus dias iniciais, o valor total da categoria varie entre US$ 3 bilhões e US$ 5 bilhões.

Assim, entraria em funcionamento também a Telegram Open Network (TON, para os íntimos), o primeiro grande passo da companhia para fora do mundo dos mensageiros e de soluções ligadas à comunicação entre pessoas. É daí que vem a segurança que Durov, espera, ver refletida nos investimentos iniciais – estamos falando de uma companhia sólida e reconhecida, e não de uma startup com boas ideias mas pouco além disso para provar seu caráter.

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A blockchain proprietária utilizaria a base de mais de 180 milhões de usuários do Telegram como base, tornando-se, também, uma das maiores redes iniciais do segmento – e, possivelmente, uma das mais rapidamente adotadas em grande escala. Uma das grandes inspirações seria o WeChat, da China, que apresenta ideias semelhantes em termos de adoção, mas sem a utilização de uma moeda própria e descentralizada.

A promessa é de uma capacidade de um milhão de transações por segundo e alta escalabilidade, na medida em que a utilização da moeda terá crescimento acelerado, mas ainda assim, menos que o da base de usuários da solução de mensagens instantâneas em si. Nos documentos obtidos pela imprensa internacional, a empresa soa confortável com o crescimento rápido da proposta, justamente por conta dessa capacidade incrementada pelo gigantesco número de utilizadores.

Um dos principais motes por trás da Gram também tem a ver com os próprios problemas do CEO com o governo russo. Com a criptomoeda proprietária, o Telegram deseja descentralizar o envio internacional de dinheiro, prometendo uma alternativa sem taxas e feita de maneira instantânea e segura, graças aos sistemas de criptografia já usados hoje na troca de mensagens.

Além disso, medidas contra a especulação também serão tomadas. O Telegram vai reter 52% do total de Grams disponíveis, além de dedicar 4% do todo apenas aos esforços de desenvolvimento dessa solução. As moedas poderão ser vendidas tanto em câmbios externos quanto no próprio aplicativo, com uma equipe dedicada a acompanhar seus movimentos e lidar com tentativas de fraudes e manipulação monetária.

O lançamento da criptomoeda estaria sendo preparado para março, com o início da oferta inicial, mas desde já, Durov já estaria entrando em contato com investidores em potencial para ventilar a ideia e, principalmente, lançar a modalidade contando com o apoio de gente de renome, o que deve trazer ainda mais credibilidade à iniciativa. Os movimentos, de acordo com as fontes que revelaram toda a história à imprensa, estariam dando certo, com grandes empresas russas de tecnologia e capital, principalmente, de olho em tudo o que está acontecendo.

A adoção pública, entretanto, deve demorar mais, com o Telegram fazendo planos para o primeiro trimestre do ano que vem. A carteira virtual de Grams, por exemplo, seria liberada no quarto trimestre de 2018, depois da chegada de todos os sistemas de segurança e criptografia relacionados à blockchain em si.

Fonte: TechCrunch

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