Relatório mostra que uso ilícito de criptomoedas diminuiu em 2021

Relatório mostra que uso ilícito de criptomoedas diminuiu em 2021

Por Diego Marques | Editado por Claudio Yuge | 15 de Junho de 2022 às 17h20
Envato/Twinsterphoto

A CipherTrace, empresa especializada em segurança blockchain, adquirida pela Mastercard em outubro de 2021, divulgou segunda-feira (13) um relatório com avanços positivos envolvendo as criptomoedas. O documento mostra uma queda na utilização das moedas digitais na prática de atividades ilícitas; um aumento do volume financeiro negociado, e também fala sobre os esforços regulatórios que governos têm implantando no setor.

Para a CipherTrace, as atividades ilícitas envolvendo criptomoedas atualmente consistem em uma pequena parte de todo o ecossistema cripto. Segundo estimativas da empresa, as práticas ilegais com moeda digitais, que chegavam a 0,62% e 0,65% em 2020, caiu para 0,10% em 2021.

A empresa relata que a maioria das atividades ilícitas foram praticadas em plataformas de finanças descentralizadas (DeFi), mercado de tokens não-fungíveis (NFTs) e serviços de mix (ferramenta para melhorar o anonimato das criptomoedas).

Contudo, a organização explica que os números divulgados ​​no relatório não refletem o valor real das atividades ilícitas. “O fato é que nem todas as atividades ilícitas são conhecidas, sejam em canais financeiros tradicionais, em criptomoedas ou em outras transferências informais de valor. Então, analise todos os números que você vê de nós ou de outros com essa perspectiva em mente.”

Vale destacar que houve um grande aumento de cibercrimes, como ransomware e golpes que exploram dados extraídos por bandidos em megavazamentos, nos últimos meses — e boa parte dos pedidos dos criminosos às vítimas se baseiam em criptomoedas. E esses números não foram considerados na pesquisa da CipherTrace.

Crescimento do mercado de criptomoedas chama atenção dos governos

Segundo o relatório houve um aumento de mais de 370% de capital negociado em criptomoedas, saindo de US$ 4,3 trilhões (R$21 trilhões) em 2020 para US$ 16 trilhões (R$81 trilhões) em 2021. A organização cita em seu parecer que essa evolução atrai a atenção dos reguladores, que querem tornar esse mercado mais transparente e menos inseguro, para os investidores. A pesquisa destaca o crescimento de medidas regulatórias por parte dos governos para acompanhar o ritmo desse crescimento.

Como exemplos de medidas impostas por governos para regulamentar o mercado cripto, o documento cita a ordem executiva do presidente Biden, lançada em março ,orientando as agências federais a estudar o setor. Também cita sobre Dubai estabelecer uma nova lei para ativos digitais, e as diretrizes contra lavagem de dinheiro em propostas da União Europeia.

Governos têm demonstrado preocupações sobre grupos que encontram no mercado de criptomoedas refúgio para praticarem atividades ilícitas. Regulamentações do setor são positivas, pois impõem leis que inibem e penalizam quem utiliza as moedas digitais em crimes.

Fonte: CipherTrace

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