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Moedas digitais: possibilidade de "inverno cripto" aumenta nas últimas semanas

Por| Editado por Claudio Yuge | 27 de Maio de 2022 às 12h00

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Freepik/wayhomestudio
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O mercado de criptomoedas, assim como o tradicional, passa por grandes oscilações de preço; são os ciclos que movimentam a cotação dos ativos. Os períodos de alta são conhecidos como bull market, e os de baixa de bear market ou "inverno cripto".

Alguns especialistas discordam em relação ao momento atual ser ou não o "inverno cripto". Uma coisa é o fato de o setor amargar uma recente tendência de baixa; mas estamos mesmo vivendo essa "seca"?

Segundo José Artur Ribeiro, CEO da corretora de criptomoedas Coinext, a desvalorização do preço das moedas digitais desde o início do ano é um sinal do "inverno cripto". Para ele, a incerteza nos mercados globais, com o início de uma guerra; e a implantação de políticas monetárias mais rígidas, afim de conter a inflação, abalaram o mercado — com isso, tanto o setor cripto quanto o tradicional pode ter entrado no "inverno cripto".

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Contudo, Cazou Vilela, CMO do Zro Bank, um banco digital multimoedas, não concorda com essa perspectiva. Pelo menos por enquanto, o termo não se encaixa no momento atual. “Tudo bem que o ano até aqui foi ruim, com muita desvalorização, mas tivemos um cenário semelhante no ano passado. Em junho e julho, tinha um patamar de preço parecido ao que vemos hoje. Entretanto, quando chegou no fim do ano, em novembro, tivemos uma alta histórica”, explicou.

Outro especialista que falou sobre o assunto, foi Andrey Nousi, CFA e fundador da escola de finanças Nousi Finance. Ele destacou que a probabilidade desse "inverno cripto" acontecer está aumentando cada vez mais, principalmente porque “o cenário macroeconômico está complicado e não dá sinais de reversão no curto prazo”, explicou.

Nousi destaca que essa não seria a primeira vez que o mercado de criptomoedas enfrenta um "inverno cripto". Ele explica que as criptomoedas são ativos muito voláteis; grandes quedas como a que estamos vendo agora costumam acontecer. Sua dica é: olhar para trás pode ajudar a entender o que vem pela frente.

"Inverno cripto" é bom para o mercado, diz fundador da Ethereum

O último "inverno cripto" aconteceu em 2018, o preço do Bitcoin vinha de uma alta forte nos dois últimos anos, 3700% de valorização, saindo de R$ 1700 em 2016 para R$ 70.000 em dezembro de 2017. Mas, como sabemos, o mercado é formado por ciclos; e, após um período de alta, é inevitável a chegada de uma temporada de baixa. Em 2018 aconteceu uma queda de 80%. Durante esse período, muitas criptomoedas perderam a credibilidade do investidor; e ou foram abandonadas pelos desenvolvedores.

A recuperação das criptomoedas aconteceu cerca de dois anos e meio depois. No segundo semestre de 2020, o Bitcoin voltou a subir e registrou novo recorde, ao atingir em novembro de 2021 o valor de R$ 378.000. Mas a temporada de alta acabou, e 2022 chegou com um novo ciclo de baixa: o preço do Bitcoin caiu mais de 57% em relação à sua cotação máxima.

Vitalik Buterin, cofundador da rede Ethereum, em uma entrevista a Bloomberg em fevereiro desse ano, explicou que uma queda nos preços das criptomoedas pode beneficiar o mercado. "É durante o 'inverno cripto' que a maioria das criptomoedas 'somem'; nesse período é possível de fato ver quais são os projetos realmente sustentáveis no longo prazo, tanto em termos de modelo de negócio, quanto em suas equipes", refletiu.

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Fonte: Estado de S. Paulo