Mineração de bitcoins pode consumir mais energia do que a Áustria inteira

Por Ramon de Souza | 18 de Maio de 2018 às 07h39
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Você sabe quanta energia o bitcoin consome para existir? Por mais que poucas pessoas se lembrem desse detalhe, o “pai das criptomoedas” só circula por causa de computadores que, conectados em rede, realizam a conferência de todas as transações ao redor do mundo ao mesmo tempo em que “mineram” mais dinheiro virtual. Essa não é uma atividade simples — mineração é algo que demanda muito poder computacional, e, no intuito de aumentar seus lucros, há quem crie verdadeiras ”fazendas” de GPUs para tal prática.

Pois bem. Um pesquisador resolveu fazer alguns cálculos e descobriu que, em um futuro próximo, a quantidade de energia consumida globalmente pela mineração de bitcoins será de aproximadamente 7,67 GW (gigawatts) — para fins comparativos, a Áustria inteira consome 8,2 GW. E essa é uma previsão otimista: no pior dos casos hipotéticos, esse consumo pode subir ainda mais e ultrapassar a marca do país europeu. Atualmente, a média real de consumo da criptomoeda é de 2,55 GW.

O estudo em questão (que pode ser encontrado no site do periódico científico Joule) foi rebatido publicamente por Will Martino, fundador da Kadena, que considerou as estimativas “imprecisas”. “Em algum momento, as coisas vão se estabilizar. Eu duvido que essa taxa [de consumo] continue assim”, afirmou o executivo ao Mashable. Vale lembrar que restam poucos bitcoins a serem minerados, e, quanto mais difícil essa tarefa se torna, mais é necessário investir em poder computacional para os dispositivos mineradores.

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Fonte: Joule, Mashable

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