Nova York processa corretoras de criptomoedas por fraude
Por André Lourenti Magalhães • Editado por Douglas Ciriaco |

A procuradora-geral do estado de Nova York, EUA, Letitia James, processou as corretoras de criptomoedas Gemini, Genesis Global e Digital Currency Group sob acusação de fraude. De acordo com o texto da ação, 230 mil pessoas foram vítimas das ações fraudulentas e o prejuízo chegou a US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões em conversão direta).
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A investigação concluiu que a Gemini mentiu aos seus clientes sobre um programa de investimentos chamado Gemini Earn, em parceria com a Genesis. O serviço era oferecido como uma operação de baixo risco, mas a análise interna da própria corretora apontava que a situação financeira era muito arriscada.
Além disso, o processo acusa que os funcionários da Gemini sabiam que as garantias estavam comprometidas e, em certo ponto, a maior parte do valor estava concentrada na empresa Alameda, que pertence a Sam Bankman-Fried, julgado pelas fraudes com a corretora FTX. No entanto, essa informação foi omitida dos clientes e investidores.
A Gemini pertence aos gêmeos Winklevoss, que já entraram em uma disputa legal contra Mark Zuckerberg sobre a criação do Facebook e se tornaram os primeiros bilionários com a valorização do Bitcoin em 2017.
Empresas em pé de guerra
As companhias processadas vivem tempos turbulentos. De acordo com a Reuters, a Genesis Global declarou falência no começo do ano, e posteriormente a Gemini processou a Digital Currency Group sob acusação de fraude.
Fonte: Reuters