Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, está “bloqueada” no Brasil

Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, está “bloqueada” no Brasil

Por Diego Marques | Editado por Claudio Yuge | 21 de Junho de 2022 às 17h20
unsplash/Vadim Artyukhin

A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, responsável por negociar mais de US$ 10 bilhões (R$ 51 bilhões) diariamente, está “bloqueada” financeiramente no Brasil. O impedimento começou dia 17, após a Capitual, fintech responsável pelas operações da empresa no país, parar de realizar as transações de depósitos e saques dos mais de 4 milhões de usuários brasileiros.

Segundo o site Valor, a Capitual parou de realizar as transações em reais dos clientes porque a Binance não teria atendido a solicitação de repasse de dados cadastrais (como CPF, nome da mãe, endereço, foto, entre outros) dos seus usuários.

A Capitual alega que os dados são exigências de KYC “Know Your Costumer” (conheça seu cliente) do Banco Central, e faz parte de um processo que visa aumentar a segurança das operações, de modo a evitar lavagem de dinheiro e crimes financeiros. Antes dessa suposta exigência, as operações seriam apenas registradas por uma espécie de “conta gráfica”.

Nessa “conta gráfica” os dados dos usuários da corretora não teriam individualização, seriamo centenas de transações em nome da Capitual, e não em nome dos clientes. A fintech, então, pediu que a Binance faça o repasse dos dados de cada cliente. A corretora negou a solicitação, e declarou que não repassa informações confidenciais — que, em uma possível rescisão de contrato entre ambas, poderiam ser “dadas” a concorrentes.

Como não houve o repasse, a fintech “travou” saques e depósitos dos usuários da Binance, até que sejam enviados os dados supostamente exigidos pelo Banco Central, que, por enquanto, não comenta o caso.

A Binance atualmente é responsável em mais de 70% da participação de
mercado cripto no Brasil (Imagem:Reprodução/Envato-Jirkaejc)

Posicionamento da Binance

Por e-mail, a Binance relatou ao Canaltech que romperá o contrato com a Capitual e busca parceria com uma instituição de extensa experiência, com possível anúncio em breve. A empresa também explicou que atualmente existe um processo de aquisição de uma corretora local para suas transações no Brasil, a Sim;paul.

Processo espera aprovação dos órgãos reguladores, o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A Binance apontou outras alternativas para os investidores movimentar suas contas por aqui, como transferência via cartão Visa e operações (P2P) entre usuários da corretora. Em caso de dúvidas, a empresa encaminha para sua página de suporte.

Fonte: Valor

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