Sony registra patente que dá indícios de retrocompatibilidade no PlayStation 5

Por Rafael Arbulu | 08 de Outubro de 2018 às 18h11
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O PlayStation 5 pode vir a ter um recurso que fãs dos jogos da Sony vêm pedindo desde pelo menos os últimos anos do PlayStation 3: de acordo com registro de patente feito pela empresa em 2016, a próxima geração de consoles da fabricante japonesa podem enfim apresentar algum grau de retrocompatibilidade. O documento de 14 páginas contém menções a um “sistema de remasterização por meio de emulação”. O documento pode ser visto na íntegra (em inglês) em sua página oficial junto ao Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos (US Post and Trademark Office, ou simplesmente “USPTO”).

A patente, em detalhes, fala de um sistema que seja capaz de fazer o upscale de jogos antigos para resoluções maiores “em tempo real”, adaptando-os a displays mais modernos.

Convertendo o assunto para o “tecniquês”: "Cada item (como texturas) chamados por um sistema legado (como um jogo computadorizado antigo) possui um identificador único associado a ele. Este identificador pode ser renderizado ao impormos um hash ao item, e armazenar este item junto de seu identificador em uma estrutura de dados. Um designer pode remasterizar a textura para exibição em um display de maior resolução do que previa o software original, rearmazenando-o dentro da mesma estrutura junto destes identificadores”.

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A descrição ainda segue: "O software original é, então, executado no display de maior resolução, com os chamados do item (como uma textura) sendo interceptados, identificados, entrando na estrutura de dados para buscar o remaster cujo identificador seja igual ao original. O item remasterizado é, finalmente, inserido em tempo real na apresentação do jogo”. No que tange ao áudio, um diagrama (ver imagens a final do texto) sugere que o mesmo processo seria executado para itens sonoros.

Voltando ao discurso mais generalista, é importante ressaltar que a patente não é clara quanto a isso se tratar de uma reprodução nativa via hardware (como a Sony fazia no início da trajetória do PlayStation 3, onde os primeiros consoles da geração tinham componentes do PlayStation 2) ou se isso tudo se trata de uma emulação por software (tal qual o PlayStation 4 faz ao rodar jogos do PlayStation original e PlayStation 2).

Diagrama descreve como funcionaria o processo de retrocompabilitidade "em tempo real" na próxima geração de consoles da Sony (Imagem: Reprodução/USPTO)
Similar ao diagrama anterior, a atualização de arquivos de áudio funcionaria de forma similar (Imagem: Reprodução/USPTO)

E eu tenho que pagar por isso?

As informações e diagramas acima posicionam um questionamento interessante sobre o modelo de negócios da Sony para os games: se uma eventual retrocompatibilidade é feita via hardware, isso significa que o jogador poderá rodar títulos antigos diretamente da mídia física (ou seja, guarde seus blu-rays, caro gamer); agora, se o aspecto for emulativo, é bem provável que a Sony mantenha a disponibilidade de jogos por meio de distribuição digital (hoje, por exemplo, é assim, o que permite à Sony cobrar pelo download via PSN).

Em outras palavras: você pode ter que recomprar jogos antigos para aproveitar a remasterização. Ou não.

Dado o ano de submissão do pedido de patente junto ao Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos (US Post and Trademark Office, ou simplesmente “USPTO”), a ideia é debatida internamente nos escritórios da Sony há pelo menos dois anos.

O que você acha que a Sony vai fazer? Não deixe de comentar abaixo a sua opinião.

Fonte: Eurogamer; US Patent and Trademark Office

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