Diretor da Sony fala sobre novo PSVR sem fio e com sensor de movimento de olhos

Por Wagner Wakka | 24 de Maio de 2019 às 18h40
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A Sony está apresentando aos poucos as novidades em suas linhas de consoles para a próxima geração. O até então assim chamado PlayStation 5 vai chegar com capacidade de 8K, retrocompatibilidade e armazenamento em SSD. Contudo, agora a empresa também revelou seus planos para realidade virtual no próximo console.

O gerente global de pesquisa e desenvolvimento para PlayStation, Dominic Mallinson, participou de um debate na Collison, conferência do setor que acontece em Toronto. O assunto foi especialmente o PSVR.

Um dos primeiros pontos apontados pelo gerente é que a Sony precisa expandir a base do headset. Atualmente, ela conta com 4,2 milhões de aparelhos vendidos, o que ainda parece pouco perto de 96,8 milhões de consoles no total.

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Um dos problemas do aparelho, na visão de Mallinson, é que o PSVR não só é caro, mas exige muita logística com cabos e entradas USB. Por conta disso, o desenvolvimento tem sido em uma versão sem fio do aparelho. O ponto negativo é que isso implica em custo maior.

Aparelho conta atualmente com uma série de fios, uma caixinha, além dos controles e câmera (Foto: Divulgação/Sony)

“A tecnologia sem fio tem a questão de ser cara. Se você não liga para fios, fica bem mais barato do que um sistema sem fio. Mas, ao mesmo tempo, ter a versão sem fio deixa você muito mais solto”, acredita. A Sony já registrou uma patente atual que prevê a criação de um headset sem fio.

Uma novidade para uma próxima versão pode ser o sistema de eye tracking. Este é o nome dado à capacidade de um headset em saber para onde o usuário está olhando. Para Mallison, em um futuro próximo, não haverá aparelho VR que não conte com isso.

A vantagem de saber para onde o usuário está olhando é não exigir que todo ambiente esteja renderizado o tempo todo. A técnica se chamar foveated rendering e se refere ao termo FOV, sigla em inglês para campo de visão. Sabendo para onde o jogador está olhando, é possível fazer com que só esta região seja renderizada, economizando assim processamento do console e headset.

“Isso é uma situação ganha-ganha neste sentido. Para mim, é meio que uma tecnologia óbvia”, sugerindo que o mecanismo pode aparecer numa nova versão do PSVR.

Corte em acessórios

A proposta de uma nova versão do PSVR também pode ser de cortar custos nos periféricos obrigatórios para uma experiência completa no console. É preciso não só ter o headset, mas possui a PSCamera, além dos Moves para maior imersão.

PlayStation Move é o controle criado há tempos pela Sony e aproveitado em realidade aumentada (Foto: Divulgação/Sony)

A opção da Sony foi aproveitar a tecnologia já lançada para acoplar à realidade virtual; contudo, o diretor sabe que os acessórios não são mais suficientes para o mercado.

“Nós sabíamos que se voltássemos para o laboratório de pesquisa e desenvolvimento e fizéssemos algo totalmente novo, poderíamos criar algo melhor que o Move. Mas isso custaria mais. Hoje, a gente reconhece que isso precisa ser evoluído e o futuro é obviamente a substituição [por algo melhor]”, explicou.

Realidade mista

A Microsoft está desenvolvendo o HoloLens, com a proposta de trazer realidade aumentada e virtual ao mesmo tempo em um só aparelho. Sobre este quesito, o diretor da Sony disse que “no futuro, isso é interessante para nós”.

A fala mostra que há um interesse em entrar no setor de realidade mista, mas indicar que isso não deve acontecer em curto prazo já denota que a Sony não planeja isso para uma próxima versão.

HoloLens, da Microsoft, é capaz de criar tanto realidade auemntada, quanto virtual (Foto: Divulgação/Microsoft)

Lançamento

Outro ponto levantado por Mallinson é sobre quando essa atualização vai acontecer. A notícia é que um novo headset não deve chegar já com o PlayStation 5. O novo console já virá sendo compatível com o atual PSVR. “Não há razão para coincidir o lançamento com o novo console. Do ponto de vista do consumidor, ser bombardeado por muitas e muitas coisas – oh, você tem que comprar isso, tem que comprar aquilo – é a mensagem que nós não queremos passar. De certa forma, é bom ter um pequeno respiro entre estas coisas”.

Ele também disse que não é provável que a Sony lance um óculos completamente independente, que não exija um console para funcionar. Contudo, a empresa mostra que o setor, embora ainda muito pequeno e recente, tem uma boa previsão de desenvolvimento para Sony. Dessa forma, a empresa deve manter investimentos em lançar novos hardwares e games para o seu aparelho.

Fonte: CNET

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