Samsung registra patente de tela oleofóbica autorregenerativa
Por Carlos Dias Ferreira |

Um registro de patente da Samsung para uma “tela oleofóbica autorregenerativa” arquivado em fevereiro do ano passado acabou por reaparecer recentemente. A película descrita em publicação da World Intellectual Property Organization foi concebida para proteger a Gorilla Glass e manter manchas e marcas de dedo fora do display – e, de fato, não há nada de realmente novo até aí.
A parte de ser “autorregenerativa”, entretanto, dá o que pensar. Mais em termos de utilidade do que de projeções a la ficção científica, vale dizer. Considerando-se que as películas capazes de manter o óleo longe da tela normalmente perdem a eficácia ao longo do tempo, uma tela “oleofóbica autorregenerativa” seria, pura e simplesmente, capaz de restituir essa característica por meio da ação do próprio material constituinte. No caso, um combinado de silsesquioxano poliédrico e polirotaxano.
Vale frisar, portanto, que a Samsung não solucionou definitivamente os problemas de cada usuário desastrado mundo afora por meio de uma tela capaz de reparar automaticamente trincados e batidas variadas do display. Trata-se apenas de garantir que as superfícies dos novos aparelhos da sul-coreana permaneçam livres de marcas de dedos por mais tempo – algo razoável quando se considera a tendência atual de “ensanduichar” os aparelhos com camadas de vidro.
Além disso, também convém lembrar que se trata apenas de uma patente, ainda sem quaisquer planos expressos de lançamento. Na verdade, considerando-se a tecnologia “mais resistente do que a Gorilla Glass 6” revelada pela marca recentemente, é de se imaginar que a tela “oleofóbica autorregenerativa” possa nem ser a primeira a sair do papel. Seja como for, tratam-se de duas boas tecnologias para um mercado cada vez mais inclinado a passar vários anos com um mesmo smartphone no bolso.