Cloud computing: por que empresas de todos os portes podem (e devem) adotá-la

Cloud computing: por que empresas de todos os portes podem (e devem) adotá-la

Por Colaborador externo | Editado por Rui Maciel | 20 de Maio de 2021 às 10h00
Divulgação / IBM

Por Eduardo Resende*

A cloud computing era uma tendência até o ano passado, mas em outra velocidade e demandada, em grande medida, por empresas de grande porte. A pandemia acelerou este processo, tornando a computação em nuvem fator de sobrevivência para muitas organizações, que precisaram mudar seus paradigmas em questão de horas.

Hoje, com um distanciamento maior desde março de 2020, podemos dizer, com total segurança, que o que era tendência está se tornando regra, inclusive para empresas de médio e pequeno porte, que precisam investir cada vez mais em T.I. para continuar no mercado. Afinal, além de ter uma infraestrutura eficiente, é preciso que ela permita à empresa utilizar os dados de interação dos clientes para ganhar competitividade nos mercados em que atua.

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De acordo com uma pesquisa do IDC Brasil, os investimentos em plataformas de nuvem pública no país devem atingir US$ 3 bilhões até dezembro deste ano, uma evolução de 46,5% em relação a 2020.

Isto significa que da multinacional à loja do bairro, passando por escritórios e toda e qualquer empresa de qualquer segmento, estão utilizando a cloud computing, seja de forma direta ou pela presença em um marketplace, por exemplo, já que esta tecnologia tem se tornado imprescindível para as corporações de todos os segmentos e tamanhos que buscam eficiência, economia de recursos, confiabilidade, robustez do armazenamento de dados e capacidade de computação.

Sem a necessidade de unidades físicas e em substituição a um data center tradicional, nuvens em grande escala permitem que as pessoas trabalharem em horários e lugares variados, com ganhos em flexibilidade e agilidade. E tem a capacidade de se adicionar ou remover recursos do sistema de maneira autônoma, em tempo real, sem interferir no fluxo de trabalho e, portanto, reduzindo custos com manutenções aos finais de semana.

A otimização de processos pode ser vista como outro benefício, já que diversos procedimentos ganham agilidade. Ao utilizar a nuvem os colaboradores de TI podem ser alocados para outras atividades e a empresa também consegue realocar recursos durante o uso, como preparar uma área em que seja preciso instalar um servidor web cujas configurações podem ser feitas automaticamente.

Com a nuvem, tem-se acesso a métricas de monitoramento que auxiliam tomar decisões estratégicas, antecipando eventuais problemas e mantendo a disponibilidade da conexão – algo que seria muito mais custoso em um data center físico, que requer redundância de dados, enquanto o serviço na nuvem permite armazená-los em diferentes localidades.

Na base de tudo isso, está a segurança da informação, em especial a perda de dados por problemas de hardware, invasões no sistema e ameaças virtuais, que são a parte mais sensível de todo o funcionamento da estrutura de T.I. Nos serviços em nuvem, os provedores conseguem investir mais em pessoas e tecnologias de ponta, uma vez que os recursos podem ser compartilhados com todos os usuários.

Assim, o mesmo fator de compartilhamento dos altíssimos investimentos em segurança, valem para todos os demais itens de desempenho e outras ferramentas, que pela ampliação acelerada do uso, tendem a ter seu preço reduzido com o passar do tempo.

Por isso as empresas de todos os tamanhos precisam considerar bastante a cloud computing, que pode ser a diferença até para a sobrevivência delas.

*Eduardo Resende é diretor Executivo do Grupo Datora

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